HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Após demissão, Soninha vai à Câmara e diz que Doria queria resultados visíveis

'Frequentemente, para trabalhar com os alicerces, que demoram mais e são menos visíveis, aquilo que seria visível fica para mais tarde', disse a ex-secretária

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2017 | 18h10

SÃO PAULO - Um dia após deixar o comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Soninha Francine (PPS) fez uma discurso na Câmara Municipal na tarde desta terça-feira, 18, no qual afirmou que a experiência de ser secretária foi "incomparável". Segundo a vereadora, que reassume o mandato nos próximos dias, o prefeito João Doria (PSDB) cobrava "resultados visíveis" em prazos que não eram possíveis de serem cumpridos.

"É muito difícil se dedicar ao mesmo tempo ao que é estruturante e ao dia a dia. Frequentemente, para você trabalhar com os alicerces, que demoram mais e são menos visíveis, aquilo que seria visível fica para mais tarde e eu escolhi trabalhar com os alicerces, com aquilo que é capaz de sustentar por mais tempo as ações, e que virão", afirmou.

Soninha não mencionou em nenhum momento do discurso, no entanto, que sua saída da pasta foi uma decisão conjunta com Doria, como o prefeito afirmou nesta segunda no vídeo que divulgou em sua página no Facebook e reafirmou nesta terça, em entrevista a jornalistas que o acompanham em Roma, na Itália, onde está. "Tomamos uma decisão conjunta, não foi unilateral. A Soninha agora volta para sua missão como vereadora, para qual foi eleita."

 

 

Doria já nomeou o então secretário adjunto de Soninha, Filipe Sabará (NOVO), para assumir de forma permanente o comando da pasta. A nomeação foi publicada nesta terça no Diário Oficial da Cidade.

 

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