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Após chuvas, SP tem semáforos quebrados e trânsito acima da média

EDGAR MACIEL e Larissa Fafá - O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 09h 10

Capital paulista tinha 87 km de lentidão e 52 faróis sem funcionar nesta manhã; ventania tombou ultraleve em Presidente Prudente

Atualizado às 10h35

A forte tempestade que atingiu o Estado de São Paulo durante a noite desta terça-feira, 2, e madrugada desta quarta-feira, 3, provocou quedas de árvores, falta de energia elétrica e problemas no trânsito. No interior, ventania atingiu 126 km/h de velocidade em Campinas e tombou um ultraleve no Aeroporto de Presidente Prudente. Já na capital paulista, chuvas fortes durante a madrugada alagaram pontos e deixaram bairros sem energia elétrica. 

Por volta das 9h20 desta quarta-feira, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o número de semáforos sem funcionar por causa das chuvas chegou a 52, sendo 31 apagados e 21 em amarelo intermitente. Duas árvores também caíram e bloquearam vias nas zonas sul e oeste. Equipes da companhia trabalham no conserto.

Com isso, São Paulo chegou a registrar 87 quilômetros de lentidão por volta das 8h30, cerca de 9,2% do total de 868 quilômetros monitorados pela CET. A média para esse horário é de 8,8%. A zona sul era a pior, com 37 quilômetros.

Sobre a falta de energia elétrica em pontos da cidade, a reportagem do Estado entrou em contato com a AES Eletropaulo, que até as 10h desta quarta-feira não respondeu.

Tempo na capital. De acordo com o meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) Michel Pantera, as rajadas de ventos e chuvas foram causadas por áreas de instabilidade de uma frente fria que passou pelo sul do País e chegou ao Estado de São Paulo.

O índice pluviométrico médio da capital nesta terça-feira foi de 11,4 milímetros, o que é considerado um volume significativo. Em alguns pontos, a chuva chegou a 23 milímetros, como na Lapa, na zona oeste. No Jaçanã-Tremembé, na zona norte, e em Parelheiros, na zona sul, atingiu 21,5 milímetros. Diferentemente de outras cidades mais atingidas, na capital não houve fortes rajadas de ventos.

Nesta quarta-feira, Pantera afirma que a previsão na capital paulista é de chuva em pontos isolados e de forma mais fraca. "Ainda há algumas áreas remanescentes da frente fria que podem causar alguma coisa hoje", disse. "Amanhã (quinta-feira, 4), a condição fica de chuvisco por toda a cidade, e as temperaturas caem um pouco, sem ter o que se preocupar." 

Ultraleve tombado. Um ultraleve com capacidade para duas pessoas tombou com a força dos ventos no Aeroporto Estadual Ademar de Barros, em Presidente Prudente, no interior paulista, durante a noite desta terça-feira. Outros dois aviões que estavam estacionados na pista também foram deslocados pelas rajadas.

O Corpo de Bombeiros da cidade registrou 75 quedas de árvores, das quais 23 caíram sobre fios, o que deixou parte da cidade sem energia elétrica por até quatro horas.

Um outdoor atingiu o câmpus 2 da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e feriu uma estudante, que foi socorrida e já foi liberada com ferimentos leves. 

Campinas. Os ventos foram tão fortes que houve registro de velocidades de 126 km/h em Campinas, no interior de São Paulo. O Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) constatou ventos de 126 km/h de velocidade às 22h desta terça-feira.

Segundo a Defesa Civil, a tempestade causou 18 quedas de árvores pela cidade. Uma das árvores atingiu um veículo no bairro Jardim Ponte Preta, mas sem vítimas. As áreas mais afetadas foram as regiões sul e norte, com várias áreas sem energia elétrica.