Acervo Cosmopolense/Divulgação
Acervo Cosmopolense/Divulgação

Após cativeiro, arara Alice é recebida com festa em Cosmópolis

Mascote extra-oficial da cidade, a ave estava desaparecida havia quatro dias e os moradores levantaram a hipótese de sequestro

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2015 | 15h11

SOROCABA - Depois de quatro dias "sequestrada", a arara Alice, adotada como mascote pelos moradores da cidade de Cosmópolis, na região de Campinas, foi recebida com festa na tarde de quinta-feira, 22. Centenas de pessoas lotaram a praça central para ver a ave, levada de volta à cidade por funcionários da prefeitura de Campinas. As portas da gaiola foram abertas e Alice voou livre para o alto de uma árvore. Munícipes aplaudiram e muitos se emocionaram.

A ave, uma arara-canindé, vive há oito anos na Praça do Rodrigo, na região central, e acabou se tornando uma espécie de mascote dos cidadãos, que passaram a alimentá-la. O contato frequente tornou o animal dócil e é comum a ave pousar na janela dos carros para receber carinho e alimentos.

No último domingo, os frequentadores da praça notaram o desaparecimento de Alice - o nome foi dado por crianças em uma referência a uma personagem de contos infantis. A repercussão nas redes sociais foi imediata e ganhou corpo a versão de que a arara havia sido furtada ou sequestrada. Houve quem tivesse visto a ave ser levada num carro por quatro homens e estivesse à espera de um pedido de resgate.

Na quinta-feira, 22, um homem ligou para a prefeitura de Campinas alegando que assumira involuntariamente a posse da ave. Segundo ele, a arara entrou pela janela do seu carro numa praça de pedágio de Paulínia, cidade da região, e ele a levou para casa, em Campinas. Ao saber pela internet que se tratava de Alice, ele decidiu devolvê-la. Um veterinário examinou a ave antes da soltura: apesar do cativeiro, ela estava em perfeitas condições de saúde. 

De acordo com a Polícia Ambiental, como a arara pertence à fauna silvestre e estava solta na natureza, prender a ave configura crime. O caso não seguirá adiante porque o espécime foi devolvido à natureza sem indícios de ter sofrido maus tratos. Conhecida pela plumagem amarela e azul, a arara-canindé é uma das aves mais belas da espécie e fácil de domesticar, por isso virou alvo do tráfico de animais. A ave vive até 70 anos e ocorre principalmente na região do Cerrado brasileiro. No Estado de São Paulo, a arara-canindé está ameaçada de extinção.

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