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Após ABC, rodízio de água chega a Guarulhos

Empresa municipal diz que Sabesp cortou em 33% o volume fornecido pelo Alto Tietê

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O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2014 | 02h08

A cidade de Guarulhos se tornou a terceira da Grande São Paulo a vivenciar o racionamento de água por causa da estiagem. A empresa municipal Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) informou ontem que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu em 33% o volume de água que fornece à cidade pelo Sistema Alto Tietê e que por isso teve de impor rodízio em seis bairros.

"A companhia estadual está entregando 200 litros de água por segundo, quando deveria entregar 300 litros de água por segundo. Os bairros afetados são Bonsucesso, Ponte Alta, Carmela, Bambi, Presidente Dutra e Inocoop, que são abastecidos por meio de uma rede que transfere água do Reservatório de Vila Industrial, em Itaquaquecetuba, pertencente ao Sistema Alto Tietê", informou o SAEE. Procurada, a Sabesp não se manifestou.

O SAEE determinou o sistema de um dia com água para um dia sem água. A empresa informou ainda que "está em alerta quanto à iminência de racionamento também nas áreas atendidas pelo Sistema Cantareira", que correspondem a 62% da população. Anteontem, as cidades de Diadema e São Caetano, no ABC paulista, já adotavam medidas de racionamento de água.

No interior, mais duas cidades sofrem com a falta de água e podem adotar o racionamento. Em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, embora o ribeirão que abastece a cidade ainda esteja com bom nível, o sistema de abastecimento não é suficiente para atender a toda população. "Houve aumento no consumo e o problema está sendo levar a água até o reservatório geral", disse o diretor do serviço de água e esgoto, Laércio Andrade.

Em Itararé, no sudoeste paulista, o volume de água na represa do Ribeirão Três Barras e no Rio Itararé, onde são feitas as captações, está 50% abaixo do normal. Os dois reservatórios que armazenam 2,5 milhões de litros de água para distribuir à população estão vazios e a água já passou a ser distribuída em sistema de rodízio. Na região, as chuvas se tornaram escassas e até cachoeiras que atraíam turistas estão secas.

Outorga. Ontem, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), e a Sabesp oficializaram a criação do comitê anticrise antecipado pelo Estado para tentar evitar o racionamento generalizado nas cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira, incluindo a capital. O grupo decidiu suspender temporariamente a discussão da renovação da outorga do manancial, que deve ocorrer em agosto. / FABIO LEITE, LAURA MAIA DE CASTRO e JOSÉ MARIA TOMAZELA

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