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Após 9 meses, Alckmin anuncia novo contrato para limpar piscinões

Fabio Leite e Laura Maia de Castro - O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2014 | 16h 34

No domingo, 5, o Estado revelou que os 25 reservatórios da Grande São Paulo estão desde abril sem qualquer manutenção por parte do governo paulista

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira, 6, que vai assinar um contrato emergencial para a limpeza dos piscinões da Região Metropolitana na próxima quinta-feira, 9. Ontem, o Estado revelou que os 25 reservatórios da Grande São Paulo estão há 9 meses sem qualquer manutenção por parte do governo paulista.

O contrato de R$ 3,8 milhões com a empresa DP Barros prevê, além da limpeza, a segurança e a manutenção das bombas dos piscinões por um período de seis meses. O anúncio foi feito na manhã desta segunda, durante o lançamento de uma nova etapa do programa Acessa Escola, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

"Quem faz a limpeza são as prefeituras. Nós observamos que na capital a Prefeitura fazia a limpeza, mas na Região Metropolitana algumas faziam, outras não", disse o governador.

"Em Mauá, por exemplo, o piscinão evitará a enchente nos municípios de baixo. Não é Mauá que será alagada, então, o município não quer gastar um dinheirão para manter isso", completou Alckmin.

A manutenção dos 25 piscinões da Grande São Paulo foi assumida pelo governo estadual em 2011, mas o contrato terminou em março de 2013. O plano era repassar os serviços à iniciativa privada, porém, a Parceria Público-Privada (PPP) está paralisada porque uma das empresas do consórcio vencedor foi declarada inidônea pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

"A diferença da primeira para a segunda colocada é de mais de R$ 1 bilhão. Então, constatado isso, abrimos uma licitação em novembro e houve briga judicial. Levou 40 dias para derrubar a liminar. Derrubou, assinaremos o contrato na quinta-feira, 9. Com o contrato assinado, imediatamente os piscinões serão limpos", disse o governador.