Após 5 anos, nº de voos e passageiros volta a crescer

Estatísticas oficiais de Congonhas mostram que aeroporto já opera no limite permitido de pousos e decolagens

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2012 | 03h02

Passada a pressão pelo aprimoramento da segurança, a partir da redução do número de voos por hora - que passou de 46 para 34 -, todas as estatísticas de Congonhas estão em alta. Nos cinco primeiros meses deste ano, 86,5 mil aeronaves pousaram ou decolaram. No mesmo período de 2007, pouco antes do acidente, a média era de 91,5 mil operações.

A promessa de deixar o aeroporto mais vazio também parece esquecida. Foi respeitada em 2008 e 2009, quando o número anual de passageiros não passou de 13,7 milhões - antes da tragédia, em 2006, foram 18,4 milhões. Em 2010, porém, chegou a 15,5 milhões e, no ano passado, a 16,7 milhões, mesma quantidade aguardada para este ano.

A nova lotação de Congonhas preocupa quem já enfrentou o trauma de um acidente aéreo. Sandra Assali, que perdeu o marido na queda do Fokker-100 da TAM em 1996, também na capital, lembra que várias promessas não foram cumpridas pelos órgãos responsáveis.

"A área de escape, por exemplo, não foi ampliada. Como naquela época, o risco de um avião derrapar e ultrapassar os limites do aeroporto permanece o mesmo. Tanto se falou sobre desapropriações e nada ocorreu. E a nova torre de controle? Está prometida há anos e ainda não foi inaugurada. A atual tem pontos cegos", reclama Sandra, que hoje preside a Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos.

Barulho. Vizinha de Congonhas, Sandra também reclama do excesso de ruído provocado pela movimentação de aeronaves. "Além de mais segurança, nossa associação briga pela redução no horário de funcionamento, que hoje é das 6 às 23 horas. Queremos diminuir uma hora de manhã e outra à noite. E também evitar mais voos nos fins de semana."

Em abril, o aeroporto ganhou mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana - as autorizações de voos já existiam, mas os horários não eram usados pelas companhias aéreas. / A.F. e N.C.

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