Alfredo Risk/Futura Press
Alfredo Risk/Futura Press

Após 3 anos, padrasto confessa ter matado menino Joaquim

Para a TV Record, ele disse que estrangulou a criança para melhorar a relação com a mãe do garoto; Longo está desaparecido

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2016 | 22h56

Quase três anos após a morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o padrasto do garoto, Guilherme Longo, confessou a autoria do crime em entrevista à TV Record. À emissora, ele disse que estrangulou a criança e depois jogou o corpo do menino em um córrego que deságua no Rio Pardo. O crime aconteceu em novembro de 2013. 

“Simplesmente comprimi a lateral do pescoço dele para que ele desmaiasse sem dor. Foi rápido, coisa de dois, três segundos e aí ele desmaiou. Eu segurei ele por mais algum período de tempo, até não esboçar mais reação”, disse Longo, que foi preso acusado de matar o enteado, mas sempre negou o crime. Ele afirmou que na hora “não raciocinou direito” e acabou “fazendo besteira”.

Longo está desaparecido desde sexta-feira. Ele se encontra em liberdade provisória, mas deve perder o benefício porque não poderia deixar o endereço sem autorização judicial. Preso pela morte da criança, o padrasto obteve liberdade provisória em fevereiro deste ano. Antes de não ser mais visto, Longo teria deixado uma carta aos pais dizendo que fugiria.

O promotor Marcus Túlio Nicolino esteve na casa da família do acusado, na noite de segunda-feira, 26, e confirmou que ele não se encontrava no local. Por causa do sumiço, o promotor pedirá a revogação da liberdade de Longo, o que o tornará foragido.

Longo afirmou que matou Joaquim porque queria melhorar o relacionamento com a mãe do garoto, Natalia Ponte. “Ela ia ter mais tempo para se dedicar a mim, ao nosso relacionamento, porque realmente a criança demanda muito esforço. Eu achava que isso ia resolver”, disse. Natália também responde pelo crime em liberdade. 

Joaquim desapareceu no dia 5 de novembro de 2013 e seu corpo foi encontrado cinco dias depois no Rio Pardo, em Barretos. As investigações concluíram que ele morreu após receber uma alta dosagem de insulina aplicada por Longo. 

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