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Ao menos 26 pessoas são atendidas em Santos após fumaça

Névoa de vazamento de gás em pátio da Localfrio no Guarujá atingiu cidades vizinhas; alguns moradores deixam suas casas

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Luiz Alexandre Souza Ventura,
Especial para o Estado

15 Janeiro 2016 | 11h27

SANTOS - A fumaça do incêndio no pátio da Localfrio no Guarujá, no litoral sul de São Paulo, atingiu vários bairros da cidade de Santos na noite desta quinta-feira, 14. Equipes da Defesa Civil monitoram diversos bairros. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até a madrugada desta sexta-feira, 15, 13 pessoas foram atendidas no Pronto-Socorro Central e mais 13 no PS da zona leste. Uma mulher de 72 anos, com histórico de asma, precisou de cuidados específicos.

Entre 6h30 e 8 horas desta sexta-feira, após vistoria em vários pontos, segundo a prefeitura, foi constatada uma redução na névoa, mas permanece um odor moderado, percebido na região central, principalmente nas imediações da estação das barcas, na Praça da República.

O controle da qualidade do ar é feito pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que mantém contato permanente com a Defesa Civil para atualização de informações. De acordo com a administração santista, na manhã desta sexta-feira, o vento está em sentido sudoeste, situação que deve predominar no decorrer do dia, contribuindo para dispersão e afastamento da fumaça.

No bairro do Embaré, a fisioterapeuta Marcia Cristina Pires Nogueira, de 32 anos, já estava quase dormindo quando seu marido, Danilo Eduardo Nogueira, sentiu um cheiro forte, por volta de 22 horas desta quinta-feira, e foi à janela para verificar. O casal tem uma filha recém-nascida, com somente 16 dias de vida.

"A fumaça chegou do nada. Estávamos deitados, já de pijama, e de repente o Danilo me perguntou se eu estava sentindo o cheiro. Respondi que não. Ele levantou e andou até a janela do quarto, que ficou instantaneamente cheia de fumaça entre o vidro fechado e persiana de metal", diz. "Em menos de 5 minutos, trocamos de roupa, liguei para minha mãe, que disse que na casa dela não havia cheiro. Jogamos tudo dentro do carro e fugimos por causa da Luíza", explica a fisioterapeuta.

Para minimizar os impactos da fumaça - resultante da queima do ácido dicloro isocianúrico de sódio -, a Defesa Civil orienta o cidadão a permanecer em locais abrigados, de preferência com portas e janelas fechadas. Para cobrir o rosto, pode ser usada uma máscara ou um pano seco. Os técnicos explicam que jamais deve ser usado o pano molhado porque a umidade ajuda na absorção do produto.

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