Anúncio provoca mal-estar entre Estado e Prefeitura

BASTIDORES:

Adriana Ferraz, Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2013 | 02h02

A divulgação do reajuste das tarifas de ônibus e trens de Metrô e CPTM provocou mal-estar entre Prefeitura e Estado no início da tarde de ontem. Isso porque, além de divulgar o valor da nova tarifa do ônibus, a gestão Fernando Haddad (PT) decidiu anunciar também quanto custariam as passagens de trem. A notícia pegou de surpresa a cúpula do governo paulista que, apesar de já ter batido o martelo que seguiria o valor estipulado pelo Município, esperava fazer o anúncio em conjunto.

A "pressa" de Haddad não foi acompanhada pelo Estado. O reajuste no Metrô e na CPTM só foi confirmado no início da noite, em nota oficial. Muito antes, porém, vereadores petistas já comentavam o novo preço do ônibus e metrô na Câmara Municipal. Para a oposição, mais uma mostra de que o PT quer levar vantagem, mesmo quando há "parceria". O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) classificou o caso como outro "ato de esperteza". Para ele, Haddad quis ficar com o crédito que, com a edição da medida provisória, pode ser do governo federal.

Mas, nos bastidores, os comentários apontam para novo reajuste. O tema tarifa está longe de terminar. Isso porque a isenção tributária prevista pela presidente Dilma Rousseff (PT) vai ajudar a reduzir os custos, mas não eliminar a necessidade de um subsídio maior - é preciso levar em conta ainda a promessa de Haddad de criar o bilhete mensal, cujo custo passaria de R$ 400 milhões por ano. Mais uma vez costurado em conjunto, esse segundo reajuste ocorreria em menos de um ano e seria seguido novamente pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). O valor previsto para 2014 é de R$ 3,50. O ônus, nesse caso, será maior para o governador, que disputará a reeleição..

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