ANÁLISE: por um plano de mobilidade

A redução do preço da passagem do transporte público em R$ 0,20 é uma vitória política da mobilização que levou dezenas de milhares às ruas de São Paulo, mas não representa uma solução definitiva para os problemas da mobilidade. O momento sugere oportunidade para tratarmos não somente de respostas de curto prazo, mas para iniciarmos um processo de ampla requalificação do transporte público.

Maurício Broinizi,

20 Junho 2013 | 02h05

Desde 2002, quando foi aprovado o Plano Diretor Estratégico, foi determinado que São Paulo deveria ter seu próprio Plano de Mobilidade. Esse plano deveria traçar um diagnóstico amplo dos problemas na política de transporte atual e, com base nessas informações, determinar quais são as obras prioritárias para resolvê-los.

Por isso, é importante a implantação imediata do Conselho Municipal de Transportes, com a tarefa urgente de apresentar no prazo de 60 dias o estudo e as principais propostas para um Plano de Mobilidade e Transportes Sustentáveis para o Município. De posse do plano e das diferentes propostas de modelos de seu financiamento, defendemos a realização de referendo para que a população escolha, democraticamente, o modelo de transporte e de seu financiamento.

* MAURÍCIO BROINIZI É COORDENADOR DA SECRETARIA EXECUTIVA DA REDE NOSSA SÃO PAULO

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