Análise: Ouvidoria já alertou sobre a necessidade de abrir concursos na polícia

'No caso da Polícia Civil, queixas são consequência direta da falta de policiais para um bom atendimento'

Julio Cesar Fernandes Neves, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2016 | 03h00

A queixa que lidera o ranking de reclamações da Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo atualmente se refere à má qualidade no atendimento policial à população. No caso da Polícia Civil, que faz os registros dos delitos nas delegacias e tem contato direto com o público, esse número de queixas é consequência direta da falta de policiais para um bom atendimento. Só analisando esse dado já seria possível afirmar que o baixo número de policiais civis traz prejuízos a toda a população. 

Mas há mais. Um atendimento com falhas e alvo de reclamações traz como uma das consequências os erros nos registros estatísticos. Com pouca gente para atender as vítimas de crimes, muita gente desiste de fazer relato de seus casos. Outros registros podem conter erros. Assim, as estatísticas podem ficar incorretas. Com dados que não refletem a realidade, o trabalho de planejamento e investigação policial pode ficar comprometido.

Essa é uma questão urgente e é preciso que a Secretaria Estadual da Segurança Pública se sensibilize sobre o tema, abrindo os concursos públicos que se fazem necessários. A Ouvidoria já procurou o governo em mais de uma ocasião para informar sobre esse assunto e policiais e a sociedade esperam que se encontre uma solução. 

JULIO CESAR FERNANDES NEVES É OUVIDOR DAS POLÍCIAS DE SÃO PAULO

Mais conteúdo sobre:
Polícia Civil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.