Análise: Compreensão é de que houve erro grave

'Policial pode ter sido imperito em manusear a arma sem observar as normas. Tudo indica que a vítima não era grave ameaça'

José Vicente da Silva Filho, O Estado de S. Paulo

19 Setembro 2014 | 03h00

Uma coisa é certa: o disparo de arma só é feito quando há evidência de uma iminente ameaça grave contra o policial militar ou contra terceiro. Neste caso, o PM alegou disparo acidental. A pistola, quando engatilhada, é muito fácil de disparar. Por isso, o PM é treinado para estar sempre na posição de segurança, com o dedo fora do gatilho. Só se deve atirar quando, por exemplo, se vê um bandido armado apontando uma arma.

O policial pode ter sido imperito em termos de manusear a arma sem observar as normas. Tudo indica que a vítima não era grave ameaça. A hipótese mais viável, e o inquérito vai apurar, é que ele tenha se precipitado. É no mínimo estranho que estivesse com a arma na mão, o que sugere uma série de erros. Mesmo sem a intenção de matar, acabou acontecendo. A compreensão é de que houve um erro grave do policial.

José Vicente da Silva Filho é especialista em segurança pública

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