Anac cobra mais horas de voo de instrutores

Quem quiser ser professor terá de acumular 200 horas de experiência; medida, porém, só entrará em vigor daqui a dois anos

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2012 | 03h01

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apertou as regras para pilotos que querem ser instrutor de voo nas escolas de aviação. Além das horas regulamentares para conseguir habilitação de piloto, quem quiser ser professor terá de acumular 200 horas de voo - antes, o requisito era de 150 horas.

A medida faz parte do novo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) 61, publicado há um mês pela Anac no Diário Oficial da União, mas só entra em vigor em julho de 2014. A agência não explicou porque essa parte do regulamento só valerá daqui a dois anos.

Das 200 horas de voo, a Anac exige que pelo menos 15 tenham sido realizadas seis meses antes da solicitação do brevê de instrutor de voo.

Um piloto comercial de helicóptero - como era o caso de Mailson Rocha, instrutor da aeronave que caiu ontem - precisa ter 100 horas de voo para exercer a profissão. Com mais 50, completaria o antigo requisito para ser instrutor. Com o novo regulamento, precisaria de mais 100.

Piloto privado. Para quem é piloto privado de helicóptero, a exigência aumenta ainda mais: apenas 35 horas são necessárias para a habilitação comum. Será preciso voar mais 165 horas para conseguir se tornar um instrutor.

De 2010 para 2011, a quantidade de habilitações emitidas para pilotos privados de helicóptero dobrou no País. / N.C.

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