Americano é suspeito de matar mulher brasileira em Cancún

Ela morava nos EUA com o marido, produtor de programas de TV; corpo foi achado perto de complexo turístico

, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2010 | 00h00

A empresária carioca Mônica Beresford-Redman, de 43 anos, foi encontrada morta ontem em Cancún, no México. Segundo informações de agências internacionais, o corpo estava em uma fossa séptica no complexo turístico Moon Palace, com sinais de agressão e estrangulamento.

Seu marido, o produtor americano Bruce Beresford-Redman, foi detido ontem de manhã pela polícia mexicana como suspeito do crime. Mônica era considerada desaparecida desde terça-feira. A fossa onde estava o corpo fica a cerca de 100 metros do quarto do casal.

A brasileira e o marido estavam na cidade com os dois filhos. Há duas versões para o motivo da viagem: a comemoração do aniversário de Mônica ou uma tentativa de aliviar brigas conjugais do casal. Eles moravam em Los Angeles. Mônica era dona de um restaurante brasileiro em que havia apresentações de bossa nova, chamado Zabumba. Seu marido produz programas de televisão, como os sucessos Survivor e Pimp my Ride, ambos exibidos na tevê brasileira.

Desaparecida. Na terça-feira, Bruce comunicou o desaparecimento da mulher à polícia. Segundo sua versão, ela teria saído do hotel na manhã de segunda-feira para ir a um shopping e não teria voltado. Funcionários do hotel afirmaram à agência EFE, com base nas imagens do circuito interno de TV, que a empresária nunca deixou o estabelecimento. Uma testemunha teria visto o casal discutir e o marido teria tentado agredir a brasileira. A irmã mais velha da brasileira, Carla Burgos, que também mora nos Estados Unidos, deu entrevista para um programa, antes de o corpo ser encontrado. "É um pesadelo. Mas espero por boas notícias."

O marido, Bruce, também dera declarações com mensagens de esperança. Ele havia dito que o desaparecimento de Mônica era "um mistério". Ao ser detido, Bruce tinha marcas de arranhões no pescoço. A polícia fez testes para verificar se ele consumiu drogas nos últimos dias. / FILIPE VILICIC

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.