Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Ambulantes permanecem com passeata na região do Brás

Duas pessoas foram presas pela PM após danificarem a porta de uma loja; é o quarto dia de manifestações da categoria no centro de SP

Ricardo Valota e Solange Spigliatti, do estadão.com.br,

28 Outubro 2011 | 05h46

SÃO PAULO - Os vendedores ambulantes irregulares continuam a promover passeatas pelas ruas do Brás, no Centro de São Paulo, na manhã desta sexta-feira, 28, quarto dia de manifestações da categoria contra a proibição de montagem das barracas fora da Feira da Madrugada.

Segundo a Polícia Militar, duas pessoas foram presas por danificarem a porta de uma loja. Elas foram detidas na Rua Xavantes por volta das 9h30 e foram encaminhadas para o 12ºDP. Os cerca de 500 manifestantes continuam organizando passeatas pelas ruas da região e são acompanhados pelo policiamento, de acordo com PM.

 

A Feira da Madrugada continua funcionando normalmente nesta manhã. Apenas a entrada da Rua Monsenhor de Andrade está aberta aos consumidores, que passam  por uma fila de policiais militares, que estão posicionados bem em frente à porta da Feirinha.

 

 

 

A manhã no Brás

 

 

Às 6h15 desta manhã, policiais militares da Tropa de Choque acompanhavam os manifestantes, que não podem ocupar mais do que uma faixa de rolamento das vias que ficam no entorno do bolsão criado pela Prefeitura para os camelôs regularizados.

 

Um "erro de comunicação", segundo o comando das operações da PM no local, fez com que o pelotão do Choque disparasse contra o grupo de ambulantes uma bomba de efeito moral. Como o grupo caminhava em direção aos policiais, estes, pensando que o bloqueio seria invadido pelos ambulantes, lançaram, como advertência, o artefato, revoltando os ambulantes, que reagiram com ofensas verbais.

 

O início da manhã é de aparente tranquilidade nas ruas do Brás, onde, nos últimos três dias, ambulantes que não têm autorização para montar a tradicional feirinha da madrugada promoveram vários protestos forçando uma intervenção rígida por parte da Polícia Militar, empenhada em evitar a montagem das barracas na área externa ao pátio (bolsão), já lotado, sem vagas, criado pela Prefeitura para os camelôs regularizados.

 

As duas primeiras manhãs, de segunda, 24, e terça-feira, 25, foram as mais violentas. Ambulantes, ao mesmo tempo em que faziam ameaças aos colegas regularizados, obstruíam as ruas da região, ateavam fogo em lixeiras, soltavam rojões e intimidavam os lojistas, forçando-os a manter as portas fechadas. Por causa da violência, ônibus fretados por sacoleiros estão chegando à região com metade da capacidade.

 

Texto atualizado às 8h36

 

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