Ambulantes chamam policiais de ‘assassinos’ após abordagem

No confronto, os manifestantes se protegeram com barricadas feitas com lixo queimado e usaram pedras; um ônibus foi danificado

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

19 Setembro 2014 | 00h11

SÃO PAULO - Logo após o ambulante Carlos Augusto Muniz Braga ser morto por um PM, a Rua 12 de Outubro virou palco de um confronto entre policiais e camelôs. “Os ambulantes estavam revoltados. Gritavam ‘assassinos’ para os policiais. Nem vi eles usando paus e pedras, mas a PM já veio para cima com bombas de gás e bala de borracha”, conta o auxiliar administrativo Danilo Silva, de 27 anos, que passava pela região no momento.

No confronto, os manifestantes se protegeram com barricadas feitas com lixo queimado e usaram pedras, segundo a PM.

 

Um ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) foi danificado. Segundo o motorista do coletivo, Almiro Gonçalves de Oliveira, de 59 anos, os manifestantes o obrigaram a parar o veículo, fizeram o motorista, o cobrador e cerca de dez passageiros descerem e jogaram pedras.

“Nem consegui entender o que estava acontecendo no momento. Eles só pediram para eu dar ré e sair, mas, como não consegui manobrar, falaram para deixar o ônibus atravessado na via”, conta Oliveira.

Todo o comércio da região fechou as portas mais cedo e as ruas do entorno acabaram interditadas.

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