Ali, traficantes costumam agir com discrição

PERFIL

Gabriela Moreira / RIO, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2010 | 00h00

Antônio B. Lopes, o Nem

Chefe do tráfico na Favela da Rocinha

O tráfico na Favela da Rocinha é chefiado por Antônio Bonfim Lopes, de 34 anos, o Nem. Os traficantes que assumem o controle do local costumam adotar postura discreta. Não fazem barricadas (obstáculos à entrada de carros), não incentivam roubos na vizinhança e evitam ostentar poder. Com exceção do episódio de sábado, sob comando de Nem o tráfico sempre agiu de forma a não incomodar a vizinhança para garantir a venda de drogas.

Nascido e criado na Rocinha, Nem assumiu o comando da favela em 2005, após a morte de Eriomar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi. Nestes cinco anos, acumula cinco processos por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar do posto, é um traficante sem muito histórico na facção a que a Rocinha pertence, a Amigos dos Amigos (ADA). Nem também passou a intermediar contatos internacionais para receber drogas e armas.

Entre a zona sul e a Barra da Tijuca, a Rocinha sempre foi uma favela de grande movimentação na venda de drogas. É de fácil acesso a todas as classes sociais das zonas sul e oeste.

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