Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Alckmin rompe contrato com empresa que monitora 7 mil presos com tornozeleira eletrônica

Governo apontou falhas no aparelho; Synergye tem prazo de cinco dias para entrar com recurso

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 10h42
Atualizado 09 Agosto 2017 | 15h36

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) rescindiu nesta quarta-feira, 9, o contrato com a empresa responsável pelo monitoramento até 7 mil presos que usam tornozeleira eletrônica em todo o Estado, conforme antecipou o jornal Folha de S.Paulo.

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que a rescisão ocorreu em função de uma série de falhas que os aparelhos vinham apresentando. De acordo com a SAP, entre os problemas apresentados estão: rompimento de lacre sem acionamento de alerta, mau funcionamento dentro de residências, dificuldade de conexão com operadora, problema na bateria do equipamento e superaquecimento. 

Com as tornozeleiras, os detentos cumprem pena em regime semiaberto, para trabalhos externos e saídas temporárias. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta.  

A empresa Synergye Tecnologia da Informação presta serviços de monitoramento eletrônico com cobertura em todo o território de São Paulo.

Conforme a legislação, a empresa tem um prazo de cinco dias úteis, a contar de hoje, para apresentar recurso, que será analisado pela Consultoria Jurídica da SAP. Caso seja mantida a decisão, a segunda colocada na licitação será imediatamente convidada a assumir o serviço de monitoramento, obedecendo-se os prazos legais. 

Procurada pelo Estado, a Synergye não se manifestou até as 10h40.

Segundo a SAP, todos os presos que estão usufruindo de saída temporária e que já saíram com as tornozeleiras, até esta terça, 8, continuam sendo monitorados normalmente até a data de retorno, estipulada pela justiça. 

 

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