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Alckmin nega racionamento de água na zona norte de SP

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

14 Março 2014 | 13h 08

Governador disse que vai 'checar' reclamações de moradores que afirmam não receber mais água durante a noite, há 20 dias

SÃO PAULO - Apesar de diversos moradores da zona norte da capital paulista considerarem um racionamento de água o que vêm enfrentando há cerca de 20 dias, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou nesta sexta-feira, 14, que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) esteja racionando água na região, por conta da redução dos níveis de reserva do Sistema Cantareira. Os cortes, no entanto, têm se repetido durante noites e madrugadas das últimas semanas. Em parte da área afetada, correspondente ao distrito de Tucuruvi, vivem cerca de 98 mil pessoas.

Na semana passada, o Estado já havia reportado falta de água na região. Mas de acordo com o tucano, não houve aumento do número de reclamações por problemas de falta de água. "O número de reclamações que nós temos na Sabesp é igual, não teve nenhuma mudança. Reduzimos a captação do Sistema Cantareira de 33% para 27,9% com a bonificação da população pelo uso racional da água", afirmou durante evento na sede da Prefeitura de São Paulo, no centro.

"Hoje nós não temos nenhum racionamento", disse Alckmin. Questionado sobre a falta diária de água na zona norte, respondeu: "Vou verificar. Vou checar".

Ainda conforme Alckmin, houve redução também por causa da transferência de água de outros sistemas de reserva. "Em abril, entram outras obras em funcionamento. Em maio, entram outras." Ele citou como exemplo o Sistema Guarapiranga, que "tem quase 70% de reserva" e o Alto Cotia "mais de 90%". Contudo, segundo a própria Sabesp, o Sistema Alto Cotia tem, na verdade, 59,1% de reserva em relação à sua capacidade.

Nesta sexta-feira, o nível de armazenamento do Sistema Cantareira chegou 15,5%, o mais baixo da história.

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