Alckmin não acredita que os índices de violência voltem a subir em SP

'Ninguém fica impune. A casa cai, demora um dia, dois, mas acabamos prendendo os criminosos', afirmou o governador

Ricardo Brandt, Especial para o Estado de S. Paulo,

25 Julho 2012 | 16h29

CAMPINAS - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, 25, que não acredita que os índices de violência voltem a subir na cidade de São Paulo e que não haverá impunidade no Estado.

Em visita a Valinhos (SP), no começo da tarde de hoje, ele enfatizou em um evento público a nomeação de novos delegados, investigadores e escrivães, além da formação de mais policiais militares. Aos jornalistas, cobrou maior policiamento nas fronteiras para coibir a entrada de drogas e armas contrabandeadas que alimentariam o tráfico e o crime.

"Ninguém fica impune. A casa cai, demora um dia, dois, mas acabamos prendendo os criminosos", afirmou Alckmin, ao anunciar a prisão nesta quarta-feira, na Baixada Santista, de um criminoso que matou um policial. "Você sempre vai ter criminoso procurando o crime. O que não pode ter é impunidade. Aliás, nós já prendemos esse ano, em seis meses, mais que o ano passado inteiro. A polícia está trabalhando e trabalhando, sem parar", disse o governador.

Questionado sobre as estratégias do Estado para coibir a escalada da violência, o governador cobrou mais policiamento de fronteira, função da Polícia Federal, subordinada ao governo federal. "Nós produzimos cana, laranja, soja, nós não produzimos cocaína. Onde é que está a polícia de fronteira, com essa cocaína vindo da Bolívia? Nós não temos armas aqui. Acabou de ser morto uma policial no Rio de Janeiro com um tiro de fuzil, que perfurou até o colete aprova de balas. Onde é que está o controle da fronteira do tráfico de armas?", questionou Alckmin durante coletiva.

Segundo o governador e ex-anestesista, para o problema da violência em São Paulo vale o princípio aplicado na medicina que diz "suprima a causa que o efeito cessa". "Nós agimos na ponta, agimos na biqueira do tráfico de droga. É preciso agir nas fronteiras, coibir a entrada de drogas e armamento contrabandeado no país."

Sobre os dados estatísticos da violência no mês de junho, que serão divulgados hoje, Alckmin evitou comentários. "O indicador não é para ranqueamento, é para orientar a ação policial. Você sabe o dia que acontece o crime, o horário, o local. Então ele orienta o planejamento e a ação da polícia, para evitar o crime e para prender criminosos".

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