Werther Santana/AE
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Alckmin insiste em vandalismo, mas vai apurar ação da PM

'Não temos compromisso com o erro de qualquer lado', diz o governador

14 Junho 2013 | 13h04

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que um inquérito da Corregedoria da PM vai apurar a ação da tropa de choque no protesto da noite de quinta-feira, 13, contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. "É dever da polícia proteger a população e garantir o direito de ir e vir e preservar o patrimônio público e privado. Ontem ocorreram 48 ônibus destruídos pichados, destruição de lojas e metrô", disse ao SPTV, da Globo. "Abuso já está sendo investigado. Não temos compromisso com o erro de qualquer lado. Mas queria destacar o caráter político do movimento que ocorre nas principais capitais do País e inclusive em cidade que não teve aumento de tarifa, sempre com a violência", continuou.

Mais cedo, no Palácio dos Bandeirantes, o governador insistiu que o que tem se visto são atos de vandalismo e não respondeu às perguntas dos repórteres presentes. Alckmin designou o comandante-geral da PM, Benedito Meira, e o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, para falarem com os jornalistas.

Ainda ao SPTV, Alckmin disse que manifestações são "legítimas". "A polícia acompanha as manifestações para proteger manifestantes e não prejudicar a cidade. Mas o que verificamos reiteradamente foi depredação do patrimônio público. Não é possível permitir atos de vandalismo. Estamos abertos ao diálogo. A população é pacífica. O que temos são líderes de movimento que depredam ônibus e põem fogo em ônibus, enfim, ações violentas."

Protestos. Essa foi a quarta manifestação contra o aumento da tarifa dos transportes públicos em São Paulo em apenas duas semanas. O protesto, também organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) e 'engrossado' por outros grupos, foi considerado o mais violento de todos: mais de 100 feridos e 130 pessoas detidas pela polícia. A 'batalha' principal aconteceu na Consolação, entre 19h10 e 19h35, quando a Tropa de Choque jogou bombas e disparou balas de borracha contra os manifestantes, que responderam com pedras, lixeiras e fogos de artifício. Até esse embate, o clima da marcha de quase 10 mil pessoas era pacífico, desde a saída do Teatro Municipal, às 18h20.

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