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Alckmin fala em sabotagem no Metrô e diz que pode aumentar policiamento

Caio do Valle e Carla Araújo - O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 12h 08

Tucano também creditou atos a 'vândalos'; Pane em porta de trem e presença de passageiros nos trilhos interrompeu circulação na Linha-3 Vermelha durante a noite dessa terça

Atualizado às 14h26.

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, 5, que o tumulto e  a paralisação da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo na noite de terça-feira, 4, foi resultado da ação de um grupo de "vândalos" e não descartou a possibilidade de "sabotagem". "O problema poderia ter sido resolvido em dez minutos, mas em seguida quase 10 botões de emergência foram acionados quase que simultaneamente", disse.

O tucano ainda declarou que não crê em "geração espontânea" ao citar o acionamento de sete botões de emergência em diferentes trens do ramal.

"E aí, depredação. Eu não acredito que essas coisas sejam geração espontânea, acho que precisa ser investigado com seriedade, verificar com câmeras de vídeo qual a origem disso. O fato é que houve problema numa porta, resolvido em menos de dez minutos e que acabou causando esse grande transtorno para a população, em razão da ação inicial de um grupo de pessoas e depois de vândalos, que acabaram atacando estação, trem e destruindo patrimônio", afirmou durante evento no Instituto do Câncer, na zona oeste da capital paulista.

Porém, segundo o relato de muitos passageiros, houve espera de vários minutos -- até meia hora -- de trens parados nos túneis, sem nenhum tipo de informação por parte do sistema sonoro. Questionado sobre isso, Alckmin tergiversou. "É que isso estaria resolvido em sete minutos. Nós vamos verificar todos os procedimentos, mas inicialmente o que se observa é que houve o problema numa porta e aí uma sequência de outros problemas, inclusive com grupos invadindo as estações."

Alckmin também respondeu sobre a falta do acionamento do Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergênci) pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos. Trata-se de um plano de contingência que prevê a colocação de ônibus da São Paulo Transporte (SPTrans) para realizar o mesmo trajeto do trecho afetado da linha de metrô.

"Eu questionei isso, porque o Paese não foi acionado. Porque, na realidade, tinham as estações de trem funcionando, da CPTM, disponibilizadas. E também foi um trecho só da Linha 3 que foi interrompido. Mas nós vamos verificar também essa questão do Paese."

O governador afirmou que haverá investigação da ocorrência. "Solicitei ao secretário (Jurandir Fernandes, dos Transportes Metropolitanos) quais medidas que podemos tomar para evitar ações desse tipo, como aumentar o policiamento, câmeras de vídeo e mais tecnologia", afirmou.

Segundo Alckmin, é preciso encontrar formas de "evitar que o sistema de segurança possa ser utilizado por pessoas para fazer sabotagem ou para causar prejuízos".