Alckmin diz que violência não deve mais subir na capital

'Ninguém fica impune. A casa cai', ressaltou, destacando prisões; já Ferreira Pinto promete mais policiais nas ruas

RICARDO BRANDT , ESPECIAL PARA O ESTADO , MARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h03

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que não acredita que os índices de violência voltem a subir na cidade de São Paulo. Em visita a Valinhos, no interior paulista, ressaltou que a polícia está agindo e aproveitou para cobrar maior policiamento nas fronteiras.

"Ninguém fica impune. A casa cai. Demora um dia, dois, mas acabamos prendendo os criminosos", afirmou Alckmin. "Você sempre vai ter criminoso procurando o crime. O que não pode ter é impunidade. A polícia está trabalhando e trabalhando sem parar", disse o governador. No semestre, foram presas 66.928 pessoas (57.832 em flagrante). No ano passado, foram 61.606 (52.342 em flagrante).

Questionado sobre as estratégias para coibir a "escalada da violência", admitida nesta semana pelo secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, o governador cobrou mais policiamento de fronteira pela Polícia Federal. "Nós produzimos cana, laranja, soja, nós não produzimos cocaína. Nós não temos armas aqui."

Segundo o governador, para o problema da violência em São Paulo vale "suprimir a causa, que o efeito cessa".

Ele evitou, no entanto, comentar os dados de violência ou locais que seriam mais críticos. "Os dados são para orientar a ação policial. Você sabe o dia que acontece o crime, o horário, o local. Então orientam o planejamento e a ação da polícia."

Polícia na rua. Já o secretário Ferreira Pinto afirmou que negar o aumento da criminalidade seria "tapar o sol com a peneira". "E isso eu não faço."

Segundo ele, o governo pretende colocar mais policiais nas ruas e nas investigações de delitos. Ele disse ao Estado que mais 7 mil PMs devem se formar até o fim do ano e a Polícia Civil passará por uma reforma administrativa para diminuir seu aparelho burocrático. "A polícia está trabalhando. Um exemplo disso são os roubos de condomínio. Dos 18 casos deste ano, 14 foram esclarecidos", afirmou.

Outro exemplo são os arrastões a restaurantes. Com a prisão de Wellington Souza, só os policiais do 16.º DP (Vila Clementino) esclareceram 4 casos.

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