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Alckmin diz que racionamento de água em SP não está descartado

Caio do Valle e Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

09 Abril 2014 | 11h 25

Em relatório a investidores divulgado na semana passada, Sabesp admite possibilidade de rodízio de água na Grande São Paulo se não voltar a chover

Atualizada às 21h28

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira, 9, pela primeira vez que não descarta impor rodízio de água na Grande São Paulo caso a chuva nos próximos meses seja insuficiente para recuperar o Sistema Cantareira. Estimativas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) indicam que, mesmo usando o "volume morto", a reserva do principal manancial paulista é suficiente para abastecer a Região Metropolitana somente até outubro, mês em que Alckmin tentará a reeleição.

"O rodízio não está descartado. Ele será analisado diariamente pelos técnicos que vão monitorar esse trabalho", disse Alckmin. "Neste momento, não há necessidade (de rodízio)", completou. No dia 25 de fevereiro, o governador já havia dito que um eventual racionamento de água generalizado na Grande São Paulo, até então descartado por ele, seria "uma decisão técnica" da Sabesp, avaliada "mais para frente".

Em seu relatório de sustentabilidade de 2013, divulgado na semana passada, a companhia admitiu pela primeira vez a possibilidade de racionamento. "Se as chuvas não retornarem a índices adequados e, consequentemente, os níveis dos reservatórios não forem reestabelecidos, poderemos ser obrigados a tomar medidas mais drásticas, como o rodízio de água", diz a empresa no documento destinado a investidores.

No relatório de 2012, a Sabesp afirmou que rodízio de água era coisa do passado, lembrando as crises de abastecimento da década de 1990. Há duas semanas, o diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato, disse que tinha "pavor de rodízio" e que a redução do consumo com o plano de bônus e o remanejamento de água do Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga evitariam a medida. Segundo a Sabesp, o rodízio é tratado como uma "hipótese".

Crítico. Nesta quarta, o nível do Cantareira voltou a cair, chegando a 12,5% da capacidade, novo recorde negativo. Dados do comitê anticrise que monitora o sistema mostram que as represas Jaguari e Jacareí, que respondem por 82% da capacidade de armazenamento do manancial, estão com nível ainda mais alarmante: apenas 4,9%.

Localizadas nas cidades de Bragança Paulista e Joanópolis, as duas represas, que são o coração do Cantareira, estão recebendo obras para captação de água do "volume morto", que fica represado abaixo do nível dos túneis. Pelas estimativas, elas devem secar antes da Represa Atibainha, que está com 56,1% da capacidade e também receberá bombas especiais para uso da reserva profunda.

Segundo a Sabesp, o volume útil dos cinco reservatórios que formam o Cantareira pode se esgotar até o dia 21 de junho, em plena Copa do Mundo, conforme o Estado revelou. A companhia disse que até lá estará pronta para captar cerca de 196 bilhões de litros do "volume morto", o suficiente para quatro meses de abastecimento. A empresa espera que a partir de outubro, quando começa a próxima temporada de chuva, o manancial inicie a recuperação.

Enquanto isso, a Sabesp faz obras na rede para aumentar a possibilidade de reversão de água do Alto Tietê e do Guarapiranga para clientes que são abastecidos pelo Cantareira. Hoje, a reversão cobre 1,6 milhão de domicílios. Os dois mananciais estão em melhores condições, com 36,4% e 77,6% da capacidade, respectivamente.

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