Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

São Paulo

São Paulo » Alckmin diz que polícia vai prender black blocs

São Paulo

São Paulo

Alckmin diz que polícia vai prender black blocs

Grupo destruiu carros de luxo em ato. "A polícia está empenhada em responsabilizá-los", afirmou o governador

0

Adriana Ferraz,
O Estado de S. Paulo

21 Junho 2014 | 18h02

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem de manhã que a polícia já tem a identificação de alguns dos black blocs que promoveram atos de depredação e vandalismo durante manifestação promovida pelo Movimento Passe Livre (MPL) na quinta-feira. De acordo com ele, equipes da Polícia Civil podem efetuar as prisões a qualquer momento.

“O que nós queremos é prender os criminosos, que promovem vandalismo, destroem patrimônio público e privado e ameaçam a integridade das pessoas. Nós já identificamos alguns e a polícia está empenhada em prendê-los e responsabilizá-los”, disse Alckmin, em evento neste sábado na zona norte da capital paulista. Cinco agências bancárias e uma concessionária de veículos foram atacadas no protesto.

Ao focar as ações da polícia na prisão dos black blocs, o governador não comentou a atuação da Polícia Militar durante o ato, já considerada equivocada pelo secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Alckmin se limitou a dizer que a estratégia utilizada na quinta-feira, quando o policiamento repassou ao MPL a responsabilidade pela segurança, não vai repetir-se.

“Já houve uma reunião entre o secretário e a Polícia Militar. A estratégia será outra. A própria PM vai explicitá-la”, afirmou. Mas o comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, disse que não poderia dar detalhes para não fornecer informação aos criminosos.

Até às 15h de ontem, a Secretaria de Estado da Segurança Pública não havia informado quantos manifestantes foram identificados e se algum já havia sido preso. Oficialmente, o protesto do MPL tinha como objetivo comemorar um ano de redução das tarifas de ônibus, trens e metrô, de R$ 3,20 para R$ 3, após a onda de protestos de junho do ano passado, mas terminou em vandalismo e confronto de mascarados com a Tropa de Choque, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Mais conteúdo sobre:

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.