Alckmin diz que PM será rigorosa com vândalos nos próximos protestos

Governador afirma que maioria dos manifestantes é 'legítima, pacífica e ordeira'; para ele, líderes do Movimento Passe Livre deveriam criticar vandalismo

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

19 Junho 2013 | 13h17

SÃO PAULO - A Polícia Militar deverá agir com mais rigor para impedir atos de vandalismo e saques durante os próximos protestos que forem realizados em São Paulo, prometeu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quarta-feira, 19. O governador disse que as atitudes violentas na manifestação da noite de terça  foram tomadas por uma pequena parte das pessoas que estavam nas ruas. Segundo ele, 63 suspeitos foram detidos por "saque ou baderna".

"Damos todo o apoio à manifestação, que é legítima, pacífica, ordeira. Por outro lado, não é possível tolerar a ação de vândalos, de uma minoria que (na noite de terça) depredou patrimônio público e privado, fez saques e pôs em risco a vida da população", afirmou Alckmin em Barueri, na Grande São Paulo, durante a divulgação de investimentos para tratamento de esgoto na Região Metropolitana.

O governador declarou que as lideranças do Movimento Passe Livre, um dos organizadores dos protestos contra o aumento nas tarifas do transporte público, devem se posicionar sobre os atos de vandalismo. "Liderança impõe responsabilidade. Esses jovens líderes devem condenar essas ações de vandalismo e baderna." Alckmin voltou a dizer que seu governo está "aberto ao diálogo" com os manifestantes.

Durante a entrevista coletiva, o governador respondeu a três perguntas sobre a manifestação e evitou dizer se a polícia demorou a intervir na noite de terça e se deixou o centro da cidade abandonado enquanto aconteciam saques e depredações.

Embora diga que pode negociar com os manifestantes, Alckmin lembrou que o reajuste é necessário devido à inflação e afirmou que, assim como a Prefeitura, adiou para junho o aumento, previsto para o início do ano. Além disso, de acordo com o governador, 10% das viagens são gratuitas, 12% são pagas pela metade por estudantes e 38% são bancadas por empregadores, o que dificultaria a redução do valor.

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