Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Alckmin diz que foi mal interpretado sobre racionamento

Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, governador justificou declaração e afirmou que vazão do Cantareira será reduzida 

Felipe Resk e José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2015 | 12h30

SÃO PAULO - Um dia depois de admitir pela primeira vez a existência de racionamento de água em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quinta-feira, 15, ter sido mal interpretado. "O que é o racionamento? É você fechar o registro", afirmou em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, na zona sul da capital paulista.

Em sua defesa, Alckmin listou medidas adotadas pelo Governo do Estado. "Estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas, da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca", disse. "Estamos evitando o racionamento."

Já sobre a possibilidade de haver rodízio de água em São Paulo, admitida nesta quarta-feira, 14, pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Alckmin evitou o assunto, elogiando a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de suspender a liminar que proibia a cobrança de multa para consumidores que aumentarem o gasto de água.

Cantareira. O governador afirmou, ainda, que pretende reduzir a vazão do Sistema Cantareira, o principal manancial que atende a capital e a Grande São Paulo, para 13 metros cúbicos por segundo. "O Cantareira, que antes respondia por quase metade do abastecimento, hoje representa menos de 30%. Nós temos produção de 60 m³/s e, do Cantareira, tiramos 17 m³/s, 18 m³/s - antes eram 30 m³/s", disse.

Questionado sobre a declaração do presidente da Sabesp, Jerson Kelman, que admitiu a possibilidade de a segunda cota do volume morto do Cantareira se esgotar em março caso a seca continue,o governador respondeu que o "Guarapiranga já está quase do mesmo tamanho do Cantareira". "O Cantareira deve chegar a 13 m³/s, o Guarapiranga já está em 15 m³/s." Segundo Alckmin, a vazão dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê vão aumentar 0,5 m³/s neste mês.

"Nós temos sete sistemas de abastecimento de água na cidade de São Paulo bastante interligados. E temos obras permanentemente", disse. Após esta resposta, Alckmin encerrou a coletiva e não respondeu se ele considerava haver possibilidade de o Cantareira realmente secar até o mês de março.

Mais conteúdo sobre:
Crise da água Geraldo Alckmin Sabesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.