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Alckmin diz que crack é problema nacional

Rene Moreira - Especial para O Estado de S. Paulo

02 Junho 2014 | 17h 05

Questionado sobre o avanço da droga no interior paulista, governador de São Paulo alega que no Nordeste é pior

RIBEIRÃO PRETO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tentou relativizar, na tarde desta segunda-feira, 2, o avanço do crack no interior paulista, relatado em reportagem multimídia neste domingo, 1, pelo Estado (clique aqui para ler). "Primeiro o que a gente precisa constatar, infelizmente, é que o Brasil é o maior consumidor de crack e cocaína do mundo, é quatro vezes a média per capita mundial", afirmou. "A situação mais grave é nas regiões mais pobres, especialmente no Nordeste."

Alckmin também destacou que tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro são crimes federais. O governador afirmou que o dependente é jovem, do sexo masculino e tem pouca escolaridade. "(O dependente) está, portanto, nas regiões mais pobres. Então, isso é em nível nacional." Reportagem do Estado mostrou que as vítimas do crack estão em todas as classes sociais, em cidades grandes e pequenas, com economias variadas. 

Recuperação. O governador disse que está trabalhando firme no combate aos traficantes, ao mesmo tempo em que desenvolve programas de recuperação dos viciados. "Dependência química é doença e exige tratamento. Já internamos mais de 2 mil dependentes e triplicamos o número de leitos."

Alckmin afirmou que no Estado já são 1,3 mil leitos e que o número passará de 2 mil. "Aliás, acabamos de inaugurar um hospital novo em Botucatu só voltado à dependência química, criamos o Programa Recomeço, com uma rede de entidades terapêuticas, e pagamos R$ 45 por dia (para o paciente)." Esse pagamento, explicou, é feito até que a pessoa possa arrumar um emprego e voltar ao mercado de trabalho.