Mastrangelo Reino/Divulgação
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Alckmin descarta reduzir tarifa de ônibus e metrô

Proposta de suspensão do aumento havia sido discutida entre o MP e o Movimento Passe Livre

Zuleide de Barros, Especial para o Estado

13 Junho 2013 | 15h35

SANTOS - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou nesta quinta-feira, 13, a possibilidade de reduzir as tarifas de ônibus, trens e metrô pelos próximos 45 dias, conforme sugestão feita pelo Ministério Público, por intermédio do promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Lopes. A proposta, acordada com o Movimento Passe Livre, que vem liderando os protestos, foi discutida em reunião na quarta-feira. "Elas (as manifestações) são naturais e legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos concordar é com a baderna e a depredação do patrimônio público, deixando um rastro de destruição por onde passa, além de prejudicar o usuário do sistema", disse Alckmin, que está em Santos. Novo protesto está marcado para as 17 horas desta quinta. 

Alckmin considerou positiva a oferta de ajuda do Ministério da Justiça, de recrutar a Polícia Federal para analisar os protestos registrados nos últimos dias na capital. "Toda a colaboração é bem-vinda, porque nosso lema é a parceria", afirmou Alckmin, destacando que "queimar ônibus e deixar a população sem transporte não é razoável e as pessoas devem responder por essas ações".

CPTM. O governador disse ainda que o governo e a CPTM vão recorrer à Justiça do Trabalho para que os trens voltem operar no fim da tarde desta quinta-feira, para não prejudicar a população paulistana na volta do trabalho. Parte dos funcionários iniciou greve à meia-noite e a CET suspendeu o rodízio de veículos. Ele destacou que houve descumprimento do acordo firmado com os sindicatos para que a frota funcionasse 100% nos horários de pico.

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