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Alckmin descarta racionamento de água em SP neste momento

GERSON MONTEIRO - ESPECIAL PARA O ESTADO

09 Fevereiro 2014 | 15h 30

Governador defende que o momento é para investir em campanhas educativas; nível do Cantarareira está abaixo de 20%

TAUBATÉ - O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou neste domingo um racionamento de água no Estado. Os principais reservatórios do Estado – o Sistema Cantareira – estão com baixo índice de reserva e as próximas chuvas estão previstas para daqui cerca de 15 dias.

Em visita oficial a Taubaté, no Vale do Paraíba, Alckmin comentou que o momento é para investir em campanhas educativas para evitar o desperdício dos recursos hídricos. “Neste momento não haverá racionamento”, afirmou, acreditando que a chegada das chuvas deverá trazer um alívio para os baixos níveis dos reservatórios.

Entre as ações sugeridas pelo governador estão economia de água ao escovar os dentes com a torneira desligada e mais rapidez nos banhos. “Todos colaborando não vai faltar água”, incentivou.

Recorde de baixo volume. O volume de armazenamento do Sistema Cantareira caiu mais um pouco neste final de semana, baixando para menos de 20%. A capacidade dos reservatórios que fornecem cerca de 50% de toda a água da Região Metropolitana de São Paulo chegou a 19,8% neste domingo.

Na região choveu neste mês somente 1,3 mm na região das cabeceiras, agravando o pior cenário enfrentado pelo Cantareira em sua história. No ano passado, nesta mesma época do ano, o volume era de 53,6 %, com uma chuva acumulada no mês de fevereiro de 85,8 mm.

A situação foi provocada por uma seca atípica no mês de janeiro, historicamente o de maior chuva na região. Neste ano, choveu somente 87,8 mm, contra uma média histórica de 259,9 mm.

Por meio de nota, a Sabesp informou "que o fato do sistema Cantareira estar abaixo dos 20% não altera as medidas operacionais. Apesar de ser o menor índice da história do sistema, a Companhia espera as chuvas previstas para a segunda quinzena de fevereiro", disse a empresa.

Segundo a Sabesp, as precipitações estão abaixo da média desde dezembro, quando foram registrados 62 milímetros

de chuva. A média histórica é de 226 milímetros. Foi o pior mês de dezembro desde que a medição começou a ser

feita, há 84 anos. Em janeiro, além das chuvas abaixo da média, as altas temperaturas mantiveram o consumo de água elevado, o que ajudou a baixar o nível dos reservatórios.

Na Região Metropolitana de São Paulo, cidades como Guarulhos, Diadema e São Caetano já adotaram medidas de racionamento de água. Sorocaba também instituiu a política. Na capital, foi criado um programa de descontos na conta de quem reduzir 20% do consumo.

Na sexta-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), e a Sabesp oficializaram a criação do comitê anticrise antecipado pelo Estado para tentar evitar o racionamento generalizado nas cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira, incluindo a capital. O grupo decidiu suspender temporariamente a discussão da renovação da outorga do manancial, que deve ocorrer em agosto. (COLABORARAM GIOVANA GIRARDI E TASSIA KARSTNER)

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