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Alckmin confirma plano de resgate de líderes do PCC

O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2014 | 14h 51

Integrantes da facção pretendiam usar dois helicópteros para remover quatro presos da Penitenciária-2 de Presidente Venceslau, no interior do Estado

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin confirmou nesta quarta-feira, 27, o plano de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para resgatar quatro líderes da facção, incluindo Marcos Willians Camacho, o Marcola, um dos principais nomes do "partido do crime". Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele disse confiar no trabalho da polícia paulista, que está de prontidão no entorno da Penitenciária-2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Conforme revelou o Estado, no estadao.com.br, os criminosos pretendiam usar um falso helicóptero Águia da Polícia Militar para remover os presos do complexo.

"São Paulo não retroage, não se intimida. É a maior polícia do Brasil, mais preparada", disse o governador. "Em relação a esse caso [o plano de fuga], a polícia investigou, lamentavelmente isso acabou vazando. Mas a polícia está toda preparada e nós temos um esforço grande nesse trabalho."  Pela primeira vez  em semanas, o governador não teve agenda pública.

Entre os responsáveis pela investigação havia quem defendia a divulgação do plano para evitar o risco de expor a vida de algum refém inocente durante a repressão ao resgate. Isso porque o PCC planejava sequestrar um piloto de helicóptero para forçá-lo a levar os bandidos até a penitenciária, onde atiradores de elite estavam de tocaia para abater a aeronave. Uma equipe de 15 homens do Comando de Operações Especiais (COE) com seis snipers foi escalada para ficar posicionada na mata ao redor presídio.

Os planos do PCC estão em um relatório sigiloso preparado pela inteligência das Polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público Estadual (MPE) em mãos da Justiça paulista. De acordo com o documento, três integrantes da facção tiveram aulas de voo em 2013 no Campo de Marte, na zona norte da capital. O professor dos bandidos foi, segundo o relatório, Alexandre José de Oliveira Junior, copiloto do helicóptero do deputado federal Gustavo Perrella (SDD-MG).

Providências. Estava prevista para esta quinta-feira, 27, uma reunião, ainda não confirmada, da cúpula da Segurança para analisar a situação. Uma das medidas possíveis para desarticular a ação dos criminosos seria pedir à Justiça o isolamento de Marcola e dos demais envolvidos no plano de fuga no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), da Penitenciária de Presidente Bernardes, também no oeste paulista.