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Alckmin ameaça demitir grevistas que não voltarem ao trabalho

Governador afirmou que metroviários podem ser desligados da empresa por justa causa e que vai acionar a polícia para garantir a segurança dos usuários

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Ricardo Chapola,
O Estado de S. Paulo

08 Junho 2014 | 20h49

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convocou na noite deste domingo, 8, uma entrevista coletiva de urgência para convocar a volta dos metroviários ao trabalho sob pena de demissão por justa causa caso mantenham a greve no setor. Alckmin disse que o governo terá medidas austeras e afirmou que vai acionar a polícia para assegurar a segurança dos usuários a partir desta segunda-feira.

"Quero fazer uma convocação: que os metroviários voltem imediatamente a trabalhar. Porque a greve é abusiva. Não tem mais o que discutir".

"Decisão judicial se cumpre", disse o governador depois de participar de uma reunião de emergência para discutir com o secretário estadual de Transportes, Jurandir Fernandes, medidas de contingência à paralisação. "Aliás, quero deixar claro que quem não for trabalhar incorre em possibilidade de demissão por justa causa".

O tucano atribuiu a greve a um "grupo radical" do sindicato e criticou a participação de outros movimentos à paralisação dos metroviários. Alckmin se referiu ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e ao Movimento Passe Livre, que pretendem organizar atos alinhados aos dos grevistas.

"A greve é mantida por um grupo pequeno de radicais. E está cheio de outros grupos que não tem nada a ver com os metroviários se aproveitando de uma situação", afirmou Alckmin. "Não vão subjugar nem o metrô e nem desrespeitar a decisão judicial".

Auxiliares do governador afirmam que a manutenção da greve reforça tese sobre ter motivação política.

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