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Agentes da CET entram em greve a partir de agora

Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo

04 Junho 2014 | 19h 48

Marronzinhos iniciam paralisação por tempo indeterminado. Eles pedem reajuste salarial de 12,9% e do vale-refeição de 20%

Atualizada às 20h28

SÃO PAULO - Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) decretaram greve por tempo indeterminado na noite desta quarta-feira, dia 4. Em assembleia realizada na Câmara Municipal, cerca de 700 marronzinhos - mais da metade do efetivo - recusaram a proposta de 8% de reajuste salarial feita pela gestão Fernando Haddad (PT) e optaram pela paralisação imediata. O rodízio está suspenso nesta quinta-feira, 5.

O sindicato que representa a categoria reivindica aumento real de 12,9% e reajuste de 20% nos vales de alimentação e de refeição ofertados pela CET, entre outros benefícios. A empresa já estava avisada sobre a possibilidade de greve desde a última sexta, dia 30.

Sem agentes da CET nas ruas, todo o serviço de orientação do trânsito, aplicação de multas e fiscalização do uso correto de corredores de ônibus, por exemplo, ficam prejudicados. "A população acha que a gente só sabe aplicar multa. Não sabe que o passamos no dia a dia. Somos obrigados a fazer hora extra, acumular funções. Tudo isso sem um plano de carreira, sem concurso público", reclamou um marronzinho.

Vice-presidente do sindicato, Luiz Antônio Queiroz afirma que a cidade de São Paulo precisa de ao menos 4 mil agentes por dia nas ruas. "Temos somente 1,2 mil em atividade, divididos em quatro turnos", disse. Ele não soube dizer qual deve ser a adesão ao movimento, mas a expectativa dos colegas é que a greve seja praticamente total. 

Procurada, a CET ainda não havia se manifestado até as 20h20. A última paralisação da categoria ocorreu há cerca de dez anos, durante a gestão da prefeita Marta Suplicy (2000-2004).