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Aeronave que caiu em SP não tinha caixa-preta

A informação é da Força Aérea Brasileira; equipe de peritos segue investigação no local do acidente

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Luiz Fernando Toledo,
O Estado de S.Paulo

20 Março 2016 | 13h04

SÃO PAULO - A aeronave que caiu no sábado, 19, matando o empresário e ex-presidente da Vale Roger Agnelli e outras seis pessoas, não tinha caixa-preta. A informação é da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma equipe de peritos ainda está no local do acidente, no bairro Casa Verde, zona norte de São Paulo, para registrar fotos e conversar com testemunhas. 

De acordo com a FAB, a presença da caixa-preta neste tipo de avião, particular, não é obrigatória. Mas a falta do equipamento, que registra dados da aeronave e a conversa na cabine do piloto, dificulta as investigações sobre o motivo da queda.  O avião, um monomotor com fuselagem de fibra de carbono, era do tipo experimental. Nesses casos, o proprietário compra o corpo do avião e instala o restante dos equipamentos. 

O acidente ocorreu logo após a decolagem, ainda nas proximidades do Aeroporto do Campo de Marte - antes, o monomotor estava estacionado no hangar da Infraero. O voo tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O avião, de prefixo PRZRA, está registrado em nome de Agnelli.

De acordo com pessoas próximas a Agnelli ouvidas pelo Estado, ele e a família viajavam  na aeronave para o Rio de Janeiro, para a festa de casamento de um sobrinho do executivo. Também estariam no avião a mulher de Agnelli, Andrea, os filhos Ana Carolina e João, além da nora, Gabriela, e do genro Parris Bittencourt – o nome do piloto ainda não foi divulgado.

Casa. O acidente também atingiu uma casa do bairro e deixou uma empregada doméstica que trabalhava no local com escoriações, mas sem risco de vida. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro da Santa Casa, na região central. Os moradores não se feriram.

O proprietário da casa, Armando Carrara, de 65 anos, estava no terraço brincando com o neto de jogar dados quando foi avisado pelo genro de que um avião ia bater na casa. "Eu não vi nada. Só escutei gritando comigo. Peguei meu neto pelos braços e corri para o fundo da casa". Segundo ele, os automóveis da família foram todos destruídos pelas chamas do avião, que bateu em um muro do sobrado e caiu na garagem.

 

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