Advogado de porta de armário

Fome de quê?

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2012 | 03h01

Tão paulista quanto a Revolução Constitucionalista de 1932, o Dia da Pizza que hoje se comemora só ainda não ganhou status de feriado porque não surgiu no Brasil um movimento cívico que desse a devida conotação política à efeméride. Neste 10 de julho em especial, véspera da votação do processo de cassação de Demóstenes Torres no Senado, o Dia da Pizza merecia ser lembrado em praça pública não só pela vontade de comer.

Drummond na cabeça

Em sua 10.ª edição, a Flip 2012 bateu o recorde de topadas de intelectual no calçamento pé-de-moleque das ruas do centro histórico de Paraty. Pra mais de 200 deram entrada no pronto-socorro municipal dizendo que "no meio do caminho tinha uma pedra".

Ô, raça!

Nessas horas a gente torce para que não haja vida inteligente em outros planetas! Já pensou o que pensariam dos terráqueos vendo a corrida de touros do Festival de San Firmino nos telejornais de Marte?

Agenda positiva

Ninguém gosta de fim de semana com chuva, mas até outubro haverá sempre o consolo de imaginar que o mau tempo também possa estragar o corpo a corpo de candidatos às eleições municipais.

Bico calado

De Fernando Haddad sobre o bilhete que tirou num realejo aconselhando o candidato do PT a tomar cuidado com as más companhias: "Esse periquito é tucano!"

Em defesa do goleiro Bruno, ainda que ele não mereça, deve-se dizer que o ex-atleta do Flamengo não dá sorte com advogados - ô, raça! Tanto é que já trocou cinco vezes de defensor depois que o primeiro contratado confessou ser viciado em crack - lembra da figura?

O atual, Rui Pimenta, voltou a surpreender quem acompanha o caso pela imprensa contando dia desses a jornalistas que seu cliente é gay! Teria um caso de amor com o famigerado Macarrão, daí a sugestão ao comparsa para "resolvermos isso usando o plano B" em carta agora publicada pela Veja.

O trecho que a revista interpretou como um pedido para o amigo assumir sozinho a culpa pelo misterioso assassinato de Eliza Samudio seria, na verdade, um desejo secreto do goleiro para por fim à relação homoafetiva. Huuummm!!!

O advogado identificou "um claro caso de amor" entre os dois assim que pôs os olhos na frase "Bruno e Maka, a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro (sic)" tatuada nas costas de Macarrão.

Enfim, sair da cadeia pela porta do armário pode ser uma estratégia de defesa nova em Direito Criminal, mas algo me diz que mais uma vez Bruno deu azar na escolha de seu advogado.

Genial

O que a classe média mais adora nos filmes de Woody Allen são as cenas que não consegue entender direito. Sente-se até mais inteligente quando um personagem lhe escapa à compreensão. Se escangalha de rir quando acontece!

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