Reprodução/Google Maps
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Adolescentes são vítimas de rapto e estupro coletivo em Paulínia

Garotas de 15 anos foram mantidas presas pelos acusados durante pelo menos três dias; após denunciarem crime à polícia, elas voltaram a ser sequestradas e ameaçadas para que retirassem a queixa

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2016 | 14h47
Atualizado 30 Setembro 2016 | 18h13

SOROCABA - Duas adolescentes de 15 anos foram vítimas de rapto, cárcere privado e estupro coletivo, em Paulínia, interior de São Paulo. As garotas foram mantidas presas pelos acusados em duas ocasiões diferentes e, durante ao menos três dias, foram seguidamente abusadas pelo grupo. Depois de denunciarem os crimes à polícia, após a primeira abordagem, elas voltaram a ser sequestradas e ameaçadas para que retirassem as queixas. Quatro acusados pelos crimes foram presos nesta quinta-feira, 29, mas a Polícia Civil já identificou pelo menos mais três participantes. 

As garotas, que são estudantes, foram abordadas no último dia 12, quando estavam com um colega da escola. Levadas para uma casa, foram trancadas num quarto e os homens se revezaram nos abusos. No terceiro dia, elas conseguiram fugir e, após relatar a violência a familiares, foram levadas à polícia. Em represália contra a denúncia, as adolescentes voltaram a ser raptadas no dia 27, quando saíam da escola. Além de sofrer novos estupros, elas foram ameaçadas para retirar as queixas.

As vítimas foram liberadas nesta quinta-feira, 29, e receberam atendimento no Hospital Municipal de Paulínia. A polícia descobriu o cativeiro e prendeu os quatro suspeitos. Nos fundos da casa funcionava um laboratório de drogas e foram apreendidos, além de crack e maconha, material para o preparo de cocaína. O dono do imóvel está entre os presos.

O delegado Marco Antônio Evangelista, que investiga o caso, disse que na primeira abordagem, as garotas foram espontaneamente à casa dos suspeitos e não puderam mais sair, passando a serem vítimas dos abusos. "Três dias depois, quando conseguiram evadir-se desse local, vieram com os familiares à delegacia, mas não deram informações que pudessem levar à imediata identificação e prisão dos suspeitos."

Segundo ele, enquanto o caso era investigado, elas voltaram a ser sequestradas e ameaçadas para que retirassem a queixa. Ainda de acordo com o delegado, a droga encontrada na casa usada como cativeiro possibilitou que os suspeitos fossem presos em flagrante por tráfico. Outros suspeitos de participação nos crimes estão sendo procurados.

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