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Fernando Calzzani/Photopress

Acusados de roubar R$ 51 mi da Prosegur podem ter pena de 100 anos

Justiça acatou denúncia do MP contra suspeitos de envolvimento na ação que deixou Ribeirão Preto em pânico e terminou com a morte de duas pessoas

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José Maria Tomazela ,
O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2017 | 15h55

SOROCABA - O Ministério Público Estadual (MPE) pediu pena de até 100 anos de prisão para os oito homens acusados de participar do mega-assalto à empresa de transporte de valores Prosegur, em julho de 2016, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A Justiça acatou nesta quinta-feira, 16, a denúncia do MP contra os envolvidos na ação que deixou a cidade em pânico e causou a morte de duas pessoas.

As acusações foram desmembradas em duas ações penais, uma envolvendo os participantes diretos do assalto, a outra, os cúmplices que forneceram informações, armas e veículos. A Justiça decretou sigilo nos processos. 

Pânico. O assalto aconteceu na madrugada de 5 de julho, quando um bando fortemente armado bloqueou com veículos as ruas de acesso à empresa, no bairro Campos Elíseos, e explodiu um transformador para deixar a região às escuras.

Em seguida, o grupo atacou com tiros e explosivos a Prosegur, conseguindo roubar R$ 51,2 milhões. Na fuga, houve intenso tiroteio com a polícia. Durante 40 minutos, mais de 1 mil tiros foram disparados.

Um morador de rua de 38 anos foi tomado como escudo e morreu queimado após ser lançado contra um carro em chamas. Já na Rodovia Anhanguera, um policial militar foi morto com um tiro na cabeça. Ao todo, 15 veículos foram usados no ataque. A polícia encontrou três carros queimados e outros sete abandonados em um canavial.

Na época, dois suspeitos foram presos em Caldas Novas, em Goiás, com R$ 160 mil, e dois em Ribeirão Preto, um deles com R$ 34 mil e armas. Também foram presos dois suspeitos em São Paulo e outro em Atibaia. O criminoso que seria líder da quadrilha está foragido e é processado à revelia. 

Pena. O Ministério Público pediu a condenação dos quatro envolvidos diretamente nos crimes por latrocínio, incêndios com morte, explosões, disparos em vias públicas, roubo, posse de armas e munições militares, posse de explosivos e organização, cujas penas, somadas, passam de 100 anos.

Já para os cúmplices, entre eles vigilantes de outra empresa de transporte de valores que passaram informações sobre a rotina na Prosegur, o MP pediu que sejam considerados coautores das mortes, além dos crimes de receptação e organização criminosa.

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