Acusado em lista da propina nega esquema

Investigado por supostamente receber mais de R$ 2 milhões em propina para não fiscalizar obras irregulares durante a ampliação do Shopping Raposo Tavares, João Francisco São Pedro, ex-funcionário da Subprefeitura do Butantã, na zona oeste, negou participação no esquema.

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h02

Segundo ele, o cargo que ocupava, de supervisor técnico de licenciamento, não permitia que tivesse aval para liberar ou embargar qualquer tipo de obra. "Pagar propina para quem não fiscaliza, não autua e não tem a competência de embargar, não tem lógica, justificativa ou motivo aceitável", disse.

São Pedro, que já atuou como assessor parlamentar na Câmara Municipal, ainda afirmou que nunca teve contato com Hussain Aref Saab, apontado como líder do esquema de cobrança de propina em São Paulo. Ex-diretor do departamento de aprovação da Prefeitura, Aref adquiriu 125 imóveis em sete anos.

Câmara. O vereador Aurélio Miguel (PR), também citado pelas testemunhas ouvidas pelo Ministério Público Estadual (MPE), reafirmou ontem que nunca recebeu dinheiro para facilitar liberações de obras irregulares em shoppings de São Paulo. "João Francisco São Pedro nunca foi funcionário do meu gabinete nem mesmo da liderança do meu partido."

Em relação ao Shopping Raposo, Aurélio afirmou que "é preciso deixar claro que foi minha a iniciativa de solicitar ao Executivo Municipal e ao Ministério Público, nos anos de 2008 e 2009, averiguação de eventuais irregularidades naquele empreendimento". "Como também foi de minha autoria o pedido de CPI para investigar a Secretaria de Habitação, órgão no qual Hussein Aref Saab era diretor." / ADRIANA FERRAZ, A.R. e R.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.