'A maioria dos assassinatos hoje ocorre por causa de álcool e droga em brigas'

Alvaro Batista Camilo, COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR

, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2010 | 00h00

Apesar do aumento nos homicídios, o combate ao crime contra o patrimônio é a prioridade para a Polícia Militar. "A ideia é que todos os crimes tenham atenção. Agora a polícia tem de trabalhar focada onde há mais problema", afirmou o comandante-geral, Alvaro Batista Camilo, que completará um ano no cargo depois de amanhã.

Como recebe os índices de criminalidade do Estado?

A sensação (de segurança) independe da criminalidade. Primeiramente, quase que dobrei o número de operações policiais. O segundo objetivo é manter o controle. Depois que (a criminalidade) se eleva é muito difícil voltar. A criminalidade deve inverter no segundo semestre.

Como avalia o número de homicídios?

A população quando fala em homicídio lembra do roubo no semáforo que resultou em morte. Mas o homicídio hoje não é isso: a maioria, 80%, é álcool e droga em disputas e em brigas. Isso significa que a maioria das pessoas não está exposta a esse volume de homicídios.

Qual crime mais preocupa?

O crime contra o patrimônio. O homicídio não deixou de ser, assim como o furto de um celular. A ideia é que todos os crimes tenham atenção. Agora, a polícia tem de trabalhar focada onde há mais problema. O patrimônio é um crime que vem aumentando. E ele me incomoda porque, depois do homicídio, é o mais agressivo.

Como vê a letalidade da PM?

Tive um aumento muito forte no número de confrontos (de 838 em 2008 para 1.148 em 2009). E 64% dos confrontos não resultam em morte. /ELVIS PEREIRA e JOSMAR JOZINO

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