A capital precisa que o metrô amplie a lista de serviços

Análise: Luiz Célio Botura

É CONSULTOR DE TRANSPORTES, DE PLANEJAMENTO DO SOLO, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2012 | 03h01

Os estacionamentos no metrô devem ser mantidos. No mundo todo é assim. Nos horários de pico, são a melhor alternativa para a maior parte das pessoas que podem ir de carro até uma estação.

A Companhia do Metropolitano deveria trabalhar de forma a favorecer a capital. Ela produz viagens, além de realizar obras, e é uma companhia de distribuição de gente. Mas poderia ser uma remodeladora urbana, se quisesse.

Ao longo das estações, deveria haver um série de intervenções urbanísticas, em faixas de 300 metros ao redor das linhas e de 600 metros ao redor das estações. Nessas áreas, você poderia fazer diversas intervenções, até comunitárias.

Os estacionamentos são apenas uma perna entre essas possibilidades. Deveria até haver mais pontos, mais equipamentos. As estações deveriam ser ainda mais âncoras de shoppings, por exemplo. A cidade tem de ser enxergada de uma maneira coerente. Captar dinheiro onde se leva o transporte - é o que mais valoriza uma região.

Vi na estação do Largo 13 de Maio, em Santo Amaro (da Linha 5-Lilás), por exemplo, na pista próxima da Caloi, que existe um estacionamento que custa R$ 20. A posição dele é excelente, mas custa R$ 20. Quem vai ter dinheiro? Por isso, os estacionamentos do metrô são uma medida excelente. Aproveitam os pátios, a área das estações. Mas você poderia ampliar o serviço.

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