Alex Silva/Estadão
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8 de 10 projetos têm aprovação simbólica

Forma como os vereadores paulistanos deram aval para pôr fim ao rodízio de veículos na capital não pode ser considerada uma exceção

Adriana Ferraz, O Estado de São Paulo

30 Maio 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A forma como os vereadores paulistanos deram aval para pôr fim ao rodízio de veículos na capital não pode ser considerada uma exceção. Votações simbólicas, que ocorrem em menos de um minuto e sem a marcação nominal dos votos, são comuns em plenário. Levantamento feito pelo Estado com dados publicados no site da Câmara Municipal mostra que, neste ano, o modelo foi utilizado em 80% das votações.

Desde 4 de fevereiro, quando começou o ano legislativo na Casa, os vereadores participaram de 91 votações. Em apenas 14 oportunidades os parlamentares foram obrigados a declarar nominalmente seus votos - caso da aprovação, em primeira discussão, do novo Plano Diretor de São Paulo. Nas outras 77 vezes as propostas apresentadas foram autorizadas sem qualquer discussão.

O projeto que acaba com o rodízio foi só um exemplo do método adotado pela Câmara. Em março, os vereadores estenderam o prazo para pedido de alvará provisório pela mesma fórmula. Na votação simbólica, o projeto é automaticamente aprovado e, oficialmente, só entra em pauta quando há acordo entre os líderes de partido. Quem discorda pode, no máximo, registrar voto contrário.

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