77% veem casos de bebida ao volante

Três em cada 4 paulistanos presenciaram desrespeitos recentes à lei seca; entre os que têm entre 20 e 29 anos, o porcentual é de 85%

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2011 | 03h01

Apesar das blitze da lei seca e das constantes notícias sobre acidentes de trânsito relacionados ao álcool, o hábito de beber e dirigir segue presente no cotidiano de três em cada quatro moradores da capital paulista. É o que mostra a pesquisa do Instituto Informa, feita a pedido do Estado, sobre a relação do paulistano com a lei seca. A enquete ouviu 1.056 pessoas no começo do mês e 77,6% relatam ter visto alguém beber e dirigir recentemente.

Os jovens adultos, entre 20 e 29 anos, são os que mais presenciaram essa situação: 85,2% deles responderam que sim. E as pessoas com 50 anos ou mais são as que menos viram alguém beber e dirigir (66,4%). Levando em conta apenas o sexo, os homens são os que mais respondem ter visto motoristas embriagados recentemente. São 83,4% deles, ante 71,9% delas.

A região que mais teve respostas afirmativas para essa pergunta foi a zona sul (84,1%). E o centro da cidade, a que teve mais respostas negativas (31,7%).

A lei seca é aprovada pela maioria absoluta da cidade. Além de saber a opinião do motorista sobre a eventual mudança na lei, em discussão no Congresso, a pesquisa indagou se o paulistano aprovava a lei de 2008, que foi criada para endurecer as penas para quem bebe e dirige. E 89,5% das pessoas concordam com a legislação.

Margem de erro. Esse tema, vale destacar, é o único cujas diferenças no porcentual de respostas "concordo totalmente" fica dentro da margem de erro em todos os recortes (sexo, faixa etária, renda e grau de instrução). A única exceção é na separação por região da cidade. Os moradores da zona norte da capital são os que mais responderam discordar da lei: 7,4% emitiram essa opinião. Os que menos disseram discordar são os moradores da zona leste, com 4,2% de respostas "discordo totalmente".

A maior parte dos entrevistados diz dirigir, mesmo que eventualmente. Os que não dirigem somam 47,1% dos paulistanos. Mas apenas 37,9% afirmam ser motoristas de carro na maior parte do tempo. A maior parte (39,9%) diz que, na maioria das viagens, usa transporte público.

Entretanto, para cada homem que disse não dirigir, nem mesmo eventualmente, três mulheres deram a mesma resposta. Foram 65,6% delas que disseram não dirigir nunca, ante apenas 28,2% deles. Um quarto das pessoas que ganham dez salários mínimos ou mais não dirige, ante 64,9% dos paulistanos que ganham até três salários mínimos. / BRUNO RIBEIRO

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