2 dias antes do início da proibição, CET muda mapa do veto a caminhões

Lista de vias proibidas foi alterada, com inclusão de avenidas nas zonas oeste e norte e liberação de trechos da Marginal do Tietê

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h02

A dois dias do início da proibição de caminhões na Marginal do Tietê, das 4h às 10h e das 16h às 22h, a Prefeitura de São Paulo mudou o mapa das restrições. Alguns trechos da via foram excluídos e outros, nas zonas norte e oeste e na região central, incluídos.

Entraram para a lista de locais proibidos um trecho de acesso da Avenida General Edgar Facó, na zona norte, e vias complementares à Marquês de São Vicente (como as Ruas Norma Pieruccini Giannotti, Sérgio Tomaz e a Avenida Ermano Marchetti), na zona oeste. Também está na lista a saída da Marginal do Tietê para a Avenida do Estado.

Por outro lado, na Marginal do Tietê, as alças de acesso à Ponte do Tatuapé ficaram de fora da proibição. E a Avenida das Juntas Provisórias, que seria restrita aos caminhões e é rota obrigatória para os que vêm da Via Anchieta, ficará livre da proibição no trecho da saída da rodovia até a Avenida Presidente Wilson, na Vila Carioca - área com forte concentração de indústrias.

Cruzeiro do Sul. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz, em nota, que os caminhões que vão para o Mercado Municipal e a Zona Cerealista poderão usar a Avenida Cruzeiro do Sul como rota, o que não prejudicaria o abastecimento da região. O acesso à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais (Ceagesp) também está garantido: entre a Rodovia dos Bandeirantes (na Marginal do Tietê) e a Ponte do Jaguaré (na Pinheiros), não haverá nenhuma restrição.

Caminhões que têm estacionamento próprio dentro da capital poderão ter licença especial para circular nas áreas restritas. Há também uma lista de veículos isentos da restrição, incluindo o transporte de material de construção e de produtos perecíveis. Mas todos precisam cadastrar-se antes na Secretaria Municipal dos Transportes.

As multas, vale lembrar, ainda não têm data certa para começarem a ser aplicadas. Será em "meados de janeiro", segundo a CET diz em nota. Por enquanto, a restrição é "educativa". A companhia ainda precisa instalar cerca de 2 mil placas de trânsito, informando a restrição.

O objetivo dessa norma, ainda de acordo com a CET, é melhorar a fluidez no centro expandido da cidade e evitar as ocorrências com caminhões - as mais complicadas de serem resolvidas, dada a dificuldade em rebocar as carretas das pistas, que causam mais trânsito. Pela Marginal, circulam 75 mil caminhões por dia. A CET diz esperar que a velocidade média dos automóveis que circulam pela via aumente em 20% quando a restrição estiver totalmente implementada na capital.

Pela metade. Apesar do novo rearranjo do mapa das restrições, a lista divulgada ontem deve sofrer mais mudanças. Em nota, a CET diz que, próximos dias, serão divulgadas vias das zonas norte, sul e leste que também terão restrições ao tráfego de caminhões.

A CET espera detectar possíveis rotas alternativas que os caminhões devem encontrar para continuar circulando na cidade, como ocorreu no bairro do Morumbi, na zona sul, quando começou a restrição na Marginal do Pinheiros.

Protesto. Cerca de 130 empresários do setor de transportes de carga foram ontem até a porta do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, para reivindicar uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Mas não foram recebidos. Então, caminharam até a Câmara Municipal, onde o presidente da Casa, José Police Neto (PSD), prometeu intermediar negociações entre o setor e a Prefeitura. Eles querem que os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), isentos da restrição, também fiquem livres do rodízio municipal de veículos.

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