2 dias antes, CET muda mapa de veto a caminhões

Lista de vias proibidas foi alterada, com inclusão de avenidas nas zonas oeste e norte e liberação de trechos da Marginal do Tietê

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h05

A dois dias do início da proibição de caminhões na Marginal do Tietê das 4h às 10h e das 16h às 22h, a Prefeitura mudou o mapa das restrições. Alguns trechos da via foram excluídos e outros, nas zonas norte e oeste e na região central, incluídos.

Entraram para a lista de locais proibidos as Avenidas General Edgar Facó, na zona norte, e vias complementares à Avenida Marquês de São Vicente (como as Ruas Norma Pieruccini Giannotti, Sérgio Tomaz e a Avenida Ermano Marchetti),na zona oeste.

Por outro lado, na Marginal do Tietê, as alças de acesso à Ponte do Tatuapé ficaram de fora da proibição. E a Avenida das Juntas Provisórias, que seria restrita aos caminhões e é rota obrigatória para os caminhões que vêm da Rodovia Anchieta, ficará livre da proibição no trecho até a Avenida Presidente Wilson, na Vila Carioca - área com forte concentração de indústrias.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz, em nota, que os caminhões que vão para o Mercado Municipal e a Zona Cerealista poderão usar a Avenida Cruzeiro do Sul como rota, o que não prejudicaria o abastecimento da região. O acesso à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais (Ceagesp) também está garantido: entre a Rodovia dos Bandeirantes (na Marginal do Tietê) e a Ponte do Jaguaré (na Pinheiros), não haverá nenhuma restrição.

Caminhões que têm estacionamento próprio dentro da capital poderão ter licença especial para circular nas áreas restritas.

Protesto. Cerca de 130 empresários do setor de transportes de carga foram ontem até a porta do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, para reivindicar uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Mas não foram recebidos. O ato foi organizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp).

Eles então caminharam até a Câmara Municipal, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, José Police Neto (PSD), que prometeu intermediar negociações entre o setor e a Prefeitura.

Uma das preocupações do setor está relacionada às empresas instaladas em bairros como a Vila Maria. Eles pretendem ainda liberar os Veículos Urbanos de Carga (VUCs) do rodízio municipal.

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