O Síndico Invisível

Angélica Arbex

30 Novembro 2017 | 11h58

5 milhões de pessoas vivem em condomínios em São Paulo atualmente, o que representa mais ou menos 40% do total de moradores da cidade. Destas, 20 mil cumprem o papel de Síndicos de seus condomínios e se você não é um deles certamente não sabe, mas hoje comemora-se o Dia do Síndico.

Não é fácil ser Síndico, assim como não é fácil ser professor, engenheiro, advogado e tantas outras coisas num tempo onde o tempo corre tanto que parece nem existir mais. Só que nos condomínios o problema parece mais grave, um choque de gerações. Procure na sua memória, no seu prédio. Livro de ocorrências, fomulário para reformas, para mudanças, papelada pra prestar contas… Tudo parece familiar, não? E  tão distante do mundo que a gente vive hoje e ainda mais do que vai chegar voando. Carros autônomos, impressoras 3d, inteligência artificial, blockchain um mundo novo mas que será a nossa vida logo ali na frente.

Ser síndico hoje é ser alguém que olha pra tudo isso e ajuda a traduzir esta realidade para a Vida Vertical. Longevidade, automação, relações digitais, compartilhamento, cooperação são assuntos que devem fazer a pauta do Síndico. Eles irão modificar a forma de viver e de cuidar da cidade onde a gente vive.

O síndico contemporâneo é aquele invisível, que já enxergou o seu papel, e está se preparando para ser o agente transformador da mudança em seu condomínio. Claro que o barulho, a reforma, a briga na reunião do condomínio, as regras para mudança, para as festas estão aí e vão continuar a existir, são os nossos códigos de convivência. Mas eu aposto que todas essas coisas vão precisar cada vez menos de alguém que as fiscalize e as faça cumprir.  Cabe aos síndicos do nosso tempo o papel de ser invisível mesmo e trabalhar nos bastidores transformando a forma como a gente vive.


Nunca foi tão incrível ser síndico! Pense nisso na próxima eleição do seu prédio.