Muito Prazer! Quero negociar minha dívida.

Muito Prazer! Quero negociar minha dívida.

Angélica Arbex

14 Junho 2016 | 19h27

fonte: freepik

fonte: freepik

Com as recentes mudanças na legislação, a ação de cobrança de cotas condominiais tornou-se mais ágil (veja informações completas aqui) e, por consequência, trouxe para os orçamentos das famílias paulistanas mais um elemento de peso a ser considerado: o condomínio não pode atrasar.

O Condomínio é uma despesa recorrente e permanente, quando não paga, vira uma bola de neve e atrapalha tanto a vida de quem não pagou a despesa, como dos outros que precisam, de alguma maneira, arcar com os recursos que faltaram para fazer frente às contas do mês.  O aumento da inadimplência tem efeito devastador para a saúde financeira do condomínio e ainda mais para o bolso de quem vive vertical.

A imensa maioria dos paulistanos tem apenas um imóvel, e este é o seu maior bem, o seu patrimônio. Não pagar o condomínio significa desvalorizar este único patrimônio. É isso que os condôminos precisam entender como consequência direta da inadimplência. Condomínio é um serviço, que ao deixar de ser prestado em sua totalidade, vai trazer uma conta a ser paga. Quando as pessoas souberem disso, vão enxergar este boleto mensal da maneira mais adequada. E, na verdade, já estão enxergando.

Talvez porque as mudanças na legislação encurtaram o tempo de cobrança desta conta; talvez porque, aos poucos, as pessoas estão entendendo que um condomínio bem pintado, com elevador adequado, mobiliário adequado, equipe de funcionários bem preparada, instalações bem iluminadas são os fatores que fazem o valor do apartamento estar sempre atualizado. Cuidar disto tudo é cuidar do patrimônio de cada família que compartilha estes espaços. E a prevenção é sempre mais barata e menos dolorida do que as intervenções urgentes para resolver problemas.

Em abril e maio deste ano houve um aumento de 25% no número de pessoas que fizeram acordos amigáveis para pagar condomínios atrasados com relação ao mesmo período de 2015.  E diferente de outros mercados onde a inadimplência vem numa crescente, não registrou-se aumento significativo na inadimplência, inclusive os últimos números mostram uma pequena queda se compararmos o início deste ano e o último mês medido abril/2016.

Para o condômino que deve poucos meses, o acordo é mesmo a saída mais inteligente e barata. Estanca o problema, a grande maioria dos síndicos permite parcelamentos, o que aumenta muito a chance de solucionar um problema pontual causado por um desequilíbrio momentâneo no orçamento. Esse aumento relevante  no índice de pessoas que procuram síndicos e administradoras para propor acordos mostra que o paulistano encontrou aí uma solução para o problema.

Na outra ponta é importante que o ambiente todo esteja favorável para aproveitar a mudança na legislação e esta onda de combate à inadimplência a favor da saúde financeira dos condomínios. Talvez o melhor caminho seja os síndicos aumentarem a flexibilidade no número de parcelas para recebimento, nos prazos para quitação dos débitos, entendendo o momento e gerando condições favoráveis para o recebimento. Administradores facilitando com sistemas inteligentes e desburocratização nos processos o recebimento do bom pagador. Tecnologia, entendimento, boa vontade, fatores que, juntos, podem mudar o panorama da inadimplência nos condomínios da nossa cidade.