Confusão na emissão de bilhete da TAM

Luciana Magalhães

09 Maio 2014 | 12h08

A empresa não assume seu próprio erro, diz leitor

Reclamação do leitor: Com 6 meses de antecedência marquei para viajar na Semana Santa para Buenos Aires com a minha família, utilizando milhas. No embarque, fui surpreendido pela atendente da TAM dizendo que o nome da minha mulher tinha saído errado na impressão do voucher e que ela não poderia embarcar. Como viajávamos com dois filhos menores, eles também não poderiam embarcar. Moro no interior de Minas Gerais, portanto já havia me deslocado a São Paulo, deixado o carro no estacionamento em Guarulhos, pernoitado em um hotel. Também tinha reserva confirmada em um hotel de Buenos Aires. Minha esposa se chama Maria Renata – nome composto. Ao preencher os dados no site da TAM, coloquei como prenome: Maria Renata e como sobrenome o nosso de família. Ao imprimir, o próprio site lançou Renata Maria e não o sobrenome preenchido antecedendo o Maria. Ou seja, o site da TAM não sabe lidar com prenomes compostos de seus clientes e a empresa se mostrou incapaz de resolver esse problema. Fui obrigado a comprar outro ticket na hora, para não perder todo o investimento já feito. Só depois que paguei uma passagem nova com outros milhares de pontos, o lugar no voo na ida e volta apareceram e a reserva foi confirmada. Um absurdo! Renato Maia / Poços de Caldas – MG

Resposta: A TAM Linhas Aéreas esclarece que o nome do passageiro deve constar na passagem da mesma forma como é apresentado no documento de identidade. Em situações em que há divergência, é necessário emitir um novo bilhete na tarifa disponível. A companhia ressalta que, quando a emissão é realizada pelo site, o sistema indica a necessidade de conferência dos dados, antes da finalizar a transação. Por questões de segurança, as operações não podem ser alteradas após a efetivação da compra.

Réplica do leitor: A TAM covardemente não assume que o erro foi de seu próprio site e tenta culpar o consumidor. Naquele momento, ou entregava uma quantidade abusiva de milhas e adquiria outra passagem, às vésperas de um feriado, ou não embarcava. A empresa justificou que o nome do passageiro tem de constar no voucher de forma idêntica ao do RG. Pois bem, foi o que se deu. O nome da minha mulher saiu como Maria Renata, como está no seu passaporte. O que a empresa queria é que tivesse saído impresso Maia Maria e, no entanto, por ter ela prenome composto, o site da TAM o considerou como prenome e patronímico. Minhas milhas foram vilipendiadas indevidamente.