Planejar Orçamento Doméstico

Luciana Magalhães

26 Junho 2013 | 10h30

“A grande questão é ser disciplinado”, informa Sabrina Sciama

Por Luciana Magalhães

1)   Por que planejar?

Com um pouco de planejamento você certamente vai usar melhor seu dinheiro, reavaliar despesas e pensar em formas de economizar. Usando seu orçamento para lhe orientar nas despesas, vai aprender a poupar, seja para os gastos inesperados, quanto para planejar melhor o seu futuro.

2)   Qual é o primeiro passo?

Tomar consciência da necessidade de priorizar sua saúde financeira, por meio de um bom planejamento. Além de ensinar a lidar com o dinheiro, o planejamento financeiro é um excelente aliado para a realização de sonhos. Suas principais etapas são:

– Analisar o padrão de renda e compreender a forma de gastar;

– Rever despesas e procurar utilizar melhor a renda disponível

– Aprender a poupar;

– Planejar uma reserva de emergência;

– Aprender a investir;

– Planejar o futuro (curto, médio e longo prazo);

3)   Como listar as despesas?

Primeiro, deve-se relacionar as despesas fixas (aquelas que não costumam variar), como aluguéis, salários de empregados domésticos, encargos sociais e trabalhistas etc. Também é importante refletir bem sobre os gastos semivariáveis como alimentação, conta de luz, água, telefone, etc. E os e os variáveis como roupas, calçados, presentes, viagens, cinema, tarifa bancária etc. Ainda há os gastos invisíveis que são pequenas despesas do dia-a-dia que levam o dinheiro da família sem que ninguém perceba, como o lanche da escola, o cafezinho antes do trabalho, entre outros.

Uma experiência para começar é aproveitar o próximo mês para juntar todos os recibos que receber e, caso identifique algum outro item que merece atenção, inclua-o no seu orçamento.

4)   Que cuidados devo ter?

Mais do que fazer uma planilha, é preciso aprender analisá-la atentamente. Para isso, vale uma visão crítica e bastante objetiva: relacione tudo e acompanhe os gastos religiosamente, comparando com a entrada de dinheiro. Lembre-se que a “relação” aqui é entre você e seu bolso. Por isso, não há necessidade de ficar se desculpando para aquela “recaída” no controle orçamentário, gastando muito mais do que deveria. Percebeu o erro? Analise os efeitos no resultado mensal e convença-se que é hora de tomar uma atitude! Planeje-se!

Toda tarefa de rever algo requer disciplina. Com sua gestão financeira isso não é diferente.

5) Como devo me planejar?

É importante definir metas de curto, médio e longo prazo.  Ao determinar as suas metas é necessário incluí-las em seu orçamento mensal para que se torne realidade. Para isso, é preciso ter disciplina.

Mas, como definir seus objetivos? Metas realistas têm cinco características básicas. Podemos dizer que elas são:

Específicas – As metas inteligentes são específicas o bastante para sugerir uma ação.
Exemplo: Poupe dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, não apenas poupe dinheiro.

Mensuráveis – Você precisa saber quando atingiu sua meta ou a que distância está dela.
Exemplo: a geladeira que pretende comprar custa R$ 1 mil e você tem R$ 500 já poupados.

Atingíveis – Suas metas devem ser razoáveis e possíveis de serem realizadas.
Exemplo: sei que posso poupar metade do dinheiro que ganho todo mês para atingir minha meta dentro de um ano.

Relevantes – A meta precisa ser de bom senso. Você não vai querer trabalhar para chegar a uma meta que não se encaixa em suas necessidades.
Exemplo: Você não precisa poupar dinheiro para comprar 18 pares de sapatos.

Previsíveis – Estabeleça uma data alvo definida.
Exemplo: Pretendo comprar minha geladeira até o final deste ano.

 

Versão ampliada de texto originalmente publicado na versão impressa de O Estado de S. Paulo, em 24/6.

Fonte: Sabrina Sciama – diretora de Relações Corporativas da Visa do Brasil.