Conheça os principais bicicletários de São Paulo

Uma relação dos bicicletários mais utilizados pelos ciclistas da capital

Alex Gomes

29 Março 2016 | 10h21

Uma das principais dificuldades de quem pedala em São Paulo é encontrar um lugar seguro para guardar a bicicleta por longos períodos. Apesar do aumento de ciclofaixas e ciclovias na capital, os bicicletários ainda são insuficientes.

Pra tentar ajudar quem não conhece os bicicletários da cidade, aí vai uma relação dos tipos mais utilizados pelos ciclistas de São Paulo:

1 – Bicicletários municipais

Sem dúvida são os melhores locais para se guardar bike em São Paulo. Por enquanto há somente dois: o do largo da Batata, em Pinheiros, e o da praça dos arcos, na esquina da Av. Paulista com a R. Minas Gerais (há previsão de ser criado mais um próximo ao metrô Paraíso até o fim do ano). Eles funcionam 24 horas, possuem zeladoria (funcionários em dedicação exclusiva ao bicicletário) e dispõem travas próprias, de modo que o ciclista pode deixar a bicicleta sem precisar levar a sua própria trava. Para utilizar esses bicicletários basta fazer um cadastro levando um documento original com foto e o CPF. Os bicicletários municipais também oferecem serviços úteis como a disponibilização de bombas de ar, ferramentas para pequenos reparos, sanitário e água para o ciclista.


 2 – Bicicletários de Shoppings Centers

Boa parte dos shoppings da capital possuem bicicletários. A qualidade da infraestrutura deles, entretanto, varia bastante: há desde aqueles que proporcionam condições ideais de guardar a bicicleta, com facilidade de acesso, paraciclos no modelo “U” invertido (os melhores) e zeladoria até  aqueles feitos com improviso, com os terríveis pequenos paraciclos de metal em que as rodas ficam encaixadas e podem ser facilmente estragadas se alguém esbarrar na bike (sendo por isso apelidados de ‘entorta-roda’). O horário de funcionamento desses bicicletários, em geral, é o mesmo do shopping e o controle de acesso costuma ser feito por uma pequena ficha em que, a cada acesso, um funcionário coleta dados do ciclista como nome, RG e telefone.

3 – Bicicletários em terminais de ônibus

Há bicicletários na maioria dos terminais de ônibus da cidade e nas estações do expresso Tiradentes. Costumam ser boas estruturas, com vários paraciclos no modelo “U” invertido e facilmente acessíveis, localizados próximos das entradas dos terminais. Porém não contam com zeladoria. Assim sua vigilância é feita pela equipe de segurança do terminal que, obviamente, não está dedicada em tempo integral aos bicicletários. Geralmente o acesso a eles totalmente livre e, por isso, não é necessário nenhum tipo de cadastro.

4 – Bicicletários em estações de Metrô e da CPTM

Atualmente há 13 bicicletários em estações do metrô e 27 nas da CPTM. No metrô eles estão nas estações Sé, Liberdade, Paraíso, Tamanduateí, Vila Madalena, Corinthians/Itaquera, Guilhermina/Esperança, Carrão, Brás, Santa Cecília, Pinheiros, Fradique Coutinho e Butantã (ou seja, em estações das linhas verde, vermelha, azul e amarela e nenhum na linha lilás). O horário de funcionamento é das 6h às 22h diariamente (exceto o da estação Paraíso, que nos dias úteis é das 6h às 20h). Os da CPTM funcionam das 4h às 0h de segunda à sexta e das 4h à 1h aos sábados (confira a localização deles aqui). Para utilizar qualquer um desses bicicletários é necessário preencher uma ficha de cadastro e levar documento original com foto.

 

Dessa forma, se estiver planejando pedalar e guardar a bike em alguma parte da cidade dê uma conferida antecipada se na região de destino há algum dos tipos de bicicletário citados aqui. Como recomendação geral, não deixe acessórios como lâmpadas, garrafas, ciclocomputadores pois são itens que podem ser facilmente roubados. E caso as rodas e o selim da sua bicicleta sejam fixados por meio do sistema “quick release” (que utiliza uma pequena alavanca como essa) use também um cabo de aço, passando ele por dentro das rodas e pela ferragem que fica embaixo do selim.

Aos poucos a lista de bicicletários de São Paulo está aumentando por meio de empresas, comércios e locais de interesse que estão percebendo que receber adequadamente o ciclista é bom negócio.

 

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