Como dirigir respeitando o ciclista

O que fazer e não fazer ao volante quando cruzar com um ciclista

Alex Gomes

21 Março 2016 | 11h14

Não é errado afirmar que muitos conflitos entre motoristas e ciclistas ocorrem simplesmente por desconhecimento, por parte dos motoristas, de como certas atitudes ao volante agridem o ciclista.

Por isso, listo importantes recomendações para quem encontra um ciclista no caminho quando está ao volante:

 

Não buzine

Buzinar é uma excelente forma de um motorista chamar a atenção de outro, porém é uma das piores maneiras de se alertar um ciclista. O som de uma buzina pode alcançar 104 decibéis, o suficiente para assustar um ciclista e provocar seu desequilíbrio. Por isso evite ao máximo buzinar para quem está pedalando. Se necessitar realmente chamar a atenção de um ciclista dê toques curtos na buzina e aguarde a reação dele. Entretanto, o melhor a ser feito é simplesmente não buzinar, dirigindo de forma a não surpreender um ciclista.

Ao ultrapassar mantenha distância

Quanto mais próximo você ultrapassar um ciclista maior será a sensação de ameaça que provocará. O Código Brasileiro de Trânsito estabelece a distância mínima de 1,5 metro nas ultrapassagens. Se for difícil perceber essa distância então mude de faixa. E se não houver espaço para ultrapassar, o que geralmente ocorre em ruas estreitas, aguarde um pouco. Com certeza em poucos minutos você chegará ao final de tal rua e terá a oportunidade de desviar de modo seguro do ciclista.

Nunca acelere próximo a um ciclista

Uma das sensações mais terríveis para qualquer ciclista é ser ultrapassado por um carro em alta velocidade. Quando isso acontece primeiramente o ciclista sente um pavor imenso e em seguida muita, mas muita raiva. E mais: pode acontecer também da corrente de ar gerada desequilibrá-lo. Sendo assim, sempre que vir um ciclista na via desacelere.

Redobre a atenção ao sair de garagens e abrir portas 

Em vias sem ciclofaixas ou ciclovias ciclistas costumam trafegar próximos à bordas de ruas. Dessa forma, redobre a atenção ao abrir a porta de um carro estacionado ou ao sair de uma garagem.

Não ‘cole’ em um ciclista

Ao ver um ciclista na pista tenha consciência de que ele pode precisar fazer manobras ou freadas abruptas, para evitar buracos por exemplo. Assim mantenha uma distância segura e nunca, mas nunca mesmo, pressione um ciclista para andar mais rápido, pois você pode fazê-lo pedalar de um modo tenso e provocar uma queda.

Não feche um ciclista

Uma cena muito comum: um motorista dirige ao lado de um ciclista e pretende fazer uma conversão logo a frente. Ao invés de aguardar o ciclista seguir ele simplesmente acelera, lança o carro na faixa em que está o ciclista e faz a conversão ‘cantando pneu’, de modo a fechá-lo violentamente. Gestos assim geralmente obrigam o ciclista a freadas abruptas que podem até resultar em sérias lesões (os joelhos podem ser afetados por um forte impacto dos pés no chão). Por isso, nas conversões, quando precisar ir para a faixa em que está o ciclista, tome uma das seguintes atitudes: ultrapasse e mude de faixa caso a distância até o ponto de conversão permita que se faça isso devagar ou, se o local da conversão estiver próximo, se posicione atrás do ciclista. E sempre certifique-se de que não há um ciclista trafegando na chamada ‘zona cega’, o espaço ao lado do seu veículo que não é mostrado em seu retrovisor (para isso utilize sua visão periférica, rodando um pouco a cabeça).

Pedale

Se nunca andou de bicicleta na cidade experimente pelo menos algumas vezes pedalar, seja nas ciclofaixas temporárias de domingos e feriados nacionais ou nas ciclofaixas e ciclovias permanentes. Com isso você terá uma noção melhor da situação do ciclista na rua e entenderá muito mais suas atitudes no trânsito, transformando-se em um motorista bem melhor.